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21 de abril de 2014

Opinião - A Coroa


Logen Novededos poderá ter apenas mais uma batalha dentro dele, mas será das grandes. A guerra devasta o Norte, o rei dos homens do norte mantém-se firme e apenas um homem poderá travá-lo. O seu mais velho amigo e inimigo. Chegou o momento do Nove-Sangrento. Com demasiados mestres e sem tempo suficiente para lhes obedecer, o superior Glokta trava uma guerra diferente. Uma guerra secreta em que ninguém estará seguro e onde ninguém merecerá confiança. E, se os seus dias de espadachim ficaram para trás, é uma sorte que a chantagem, as ameaças e a tortura nunca saiam de moda. Jezal dan Luthar decidiu que conquistar a glória é um processo demasiado doloroso e volta costas à vida militar par se entregar a uma vida simples com a mulher que ama. Mas o amor também pode ser doloroso... e a glória tem o hábito desagradável de se acercar de um homem quando menos a espera. Com o rei da União no seu leito de morte, os camponeses revoltam-se e os nobres enfrentam-se, tentando roubar-lhe a coroa. Ainda ninguém acredita que a sombra da guerra está prestes a cobrir o coração da União.

Opinião:

"A Coroa" é o volume final da trilogia "A Primeira Lei" da autoria de Joe Abercrombie. 

A norte continua a guerra entre a União e os nortenhos liderados pelo Rei Bethod, mas a União conta agora com ajuda de homens do norte que se opõem a Bethod, liderados por Cão. Mas quando Logen, o Nove-Sangrento se junta aos opositores o equilíbrio de forças  pode mudar.

Em Adua, o rei encontra-se a beira da morte, e como os herdeiros morreram há uma acesa luta pela sucessão entre as mais altas esferas da nobreza da União.




Este foi o meu livro preferido da trilogia por conter uma excelente mistura de batalhas, manipulação e lutas pelo poder e ainda muito humor negro. As personagens principais são outro ponto forte deste livro, gostei particularmente de Glokta, um homem impiedoso que faz de tudo para sobreviver e Logen, um guerreiro de excelência que quer ser um homem bom. 

O enredo deste livro está muito bem construído e houve algumas partes que me apanharam completamente desprevenido. A linguagem e certas descrições bastantes violentas  poderão não agradar a todos.

Eu acho que a trilogia foi bastante mal aproveitada pela 1001 Mundos, começando logo pelo enorme espaçamento entre as publicações, um marketing errado, principalmente  com "A Lâmina" e capas pouco apelativas.

"A Primeira Lei" é sem dúvida uma das melhores trilogias de fantasia que li. 

Avaliação: 9-10

6 de abril de 2014

Opinião - Private - Principal Suspeito



Quando os ricos e poderosos estão em apuros, não é para a polícia que ligam…

A Private é a agência de investigação mais eficiente do mundo, criada para resolver de forma discreta os problemas dos ricos e poderosos. Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, é o seu dono. Os agentes da Private são os mais inteligentes e rápidos, e dispõem das tecnologias mais avançadas.

Desta vez, é o próprio Jack Morgan que se torna o principal suspeito da morte da sua ex-namorada. Ao mesmo tempo que é vigiado pela polícia, a Máfia obriga-o a recuperar 30 milhões de dólares em material farmacêutico roubado, e a bela presidente de uma cadeia de hotéis pede-lhe que investigue uma série de assassínios ocorridos nas suas propriedades.

O Principal Suspeito é Jack Morgan.

Numa luta contra o tempo para provar a sua inocência, Jack tem de enfrentar os inimigos mais fortes e inteligentes de sempre. Com mais ação, intriga e surpresas do que nunca, "Private: Principal Suspeito" é James Patterson ao seu melhor nível.

Opinião:

"Principal Suspeito" é o segundo volume da saga "Private" da autoria de James Patterson. 

Jack Morgan é novamente o protagonista e, agora o principal suspeito da morte da sua antiga namorada. Mas, enquanto se defende da acusação, prossegue com as suas investigações.

Neste livro houve um maior protagonismo das personagens secundárias, com elas muitas vezes a assumirem um papel mais fulcral nas investigações. A relação de amizade entre Del Rio e Cruz, a chegada de Scotty e a forte personalidade de Justine são o complemento ideal para o carisma de Jack Morgan.

Patterson neste livro mantém-se fiel ao seu registo, escrita sem grande espaço para descrições profundas, um ritmo frenético que é ainda mais acentuado com os curtos capítulos, que tornam os seus livros em page-turners.

Patterson pode não ser um mestre de escrita, mas é sem dúvida o melhor contador de histórias que conheço e o número de livros da sua autoria já vendidos provam isso. Um autor que recomendo sem qualquer reservas.

Avaliação: 8-10

2 de abril de 2014

Opinião - Tigana - A Voz da Vingança


O príncipe Alessan e os seus companheiros puseram em marcha um plano perigoso para unir a Península de Palma contra os reis despóticos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior, numa tentativa de recuperar Tigana, a sua terra natal amaldiçoada. Brandin é um rei maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está cativo da sua beleza e charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas em seu redor. Entretanto, o nosso grupo de heróis viaja pela Península, em busca de alianças e trunfos decisivos que podem mudar a maré da batalha a seu favor. Alessan está mais moralmente dividido que nunca, Devin já não é o rapaz ingénuo que era, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre uma nova magia na Península. Conseguirá Tigana vingar a memória dos seus mortos? Ninguém consegue prever o fim nem as perdas que irão sofrer. Sacrifícios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para uns vencerem, outros terão forçosamente de tombar.

Opinião:

A Voz da Vingança é a segunda parte do livro Tigana. E nele continuamos a seguir a demanda de Alessan para quebrar a maldição lançada contra Tigana.

Alessan e Baerd continuam os seus esforços para libertarem Tigana e após um encontro com uma importante figura decidem que finalmente está na hora de entrar em acção após vários anos de cuidadoso planeamento.

Brandin de Ygrath foi a personagem que mais gostei neste volume por ser um homem complexo, que raramente mostra o que sente, mas capaz de grande amor e ódio, como é demonstrado com a cruel vingança contra os tiganeses após a morte do seu filho.



Este volume tem um enredo mais recheado de acção e explora muito bem as diferentes perspectivas dos principais antagonistas. A escrita de Kay é muito leve e fluída. 

Para mim não há duvidas nenhumas que Tigana é um livro que todos os amantes da fantasia deviam ter na sua estante. 

Avaliação: 9-10

12 de março de 2014

Opinião - A Guerra de Gil


O coronel Vítor Gil esteve, sempre, do lado errado. Em Moçambique, durante a guerra colonial, matou um agente da Pide, em vez de acompanhar os seus camaradas no massacre da população civil de Wiriyamu. Depois, de regresso ao Regimento de Infantaria de Caldas da Rainha, viveu a revolta militar que, antecipando o 25 de Abril, não triunfou. Trinta anos depois, viúvo e solitário, Gil regressa à mesma cidade e escolhe um moinho isolado para se refugiar do mundo, na fronteira de uma serra inexplorada que confina com o oceano Atlântico. Mas um compromisso familiar vai envolvê-lo na actividade criminosa de uma família invulgar e violenta que tem uma agência funerária e que, beneficiando de um importante apoio local, se dedica ao tráfico de droga através de meios poucos ortodoxos e à comercialização de carne de vitela branca. E Gil é obrigado a entrar em guerra. Outra vez.

Opinião:

A Guerra de Gil foi o quarto livro publicado de Pedro Garcia Rosado. Este livro aborda a Guerra Colonial e o efeito destrutivo dela nos seus participantes. O livro foi me oferecido pelo próprio autor a quem quero agradecer mais uma vez pela oferta e pela dedicatória que me deixou.

Vítor Gil é um coronel reformado, que recentemente comprou um moinho nas Caldas da Rainha. Ele é um antigo combatente da Guerra Colonial em Moçambique, onde recusou participar no massacre de Wiriyamu.

Gil é um homem taciturno, que vive assombrado pelos fantasmas do seu passado, e solitário desde a morte de sua esposa Alda. Para respeitar um desejo de Alda, Gil vai ao encontro da sua cunhada e sobrinha, com quem não mantinha contacto, para lhes entregar uma jóia de família, mas ao chegar descobre que uma tragédia abalou a família.

O enredo deste livro está muito bom, com várias reviravoltas e traições, o final do mesmo é mais uma vez explosivo. Como habitualmente nos livros do Pedro Garcia Rosado a descrição das cenas de violência estão muito pormenorizadas, gráficas e muito bem escritas.

Com um enredo vibrante, uma personagem principal cativante e criminosos impiedosos este livro tornou-se num dos meus preferidos do autor. Um livro mais do que recomendado! E não se esqueçam de comer uma belas costeletas de vitela branca.

Avaliação: 9-10

7 de março de 2014

Opinião - Em Território Pirata


As Caraíbas, 1665. Uma remota colónia da Coroa inglesa, a ilha da Jamaica resiste contra a imensa supremacia do império espanhol. Port Royal, a sua capital, é uma cidade impiedosa de tavernas, antros de jogo e casas de má fama.

Não é fácil sobreviver num clima tórrido como este. Pode-se morrer de uma simples doença - ou quem sabe da facada de um punhal. Para o capitão Charles Hunter, o ouro dos espanhóis servia para ser capturado, e a lei da terra encontrava-se nas mãos daqueles que eram suficientemente impiedosos para a imporem.

No porto, espalham-se rumores de que o galeão El Trinidad, recém-chegado de Nova Espanha, está a ser reparado num porto próximo. Pesadamente fortificado, este porto inexpugnável é guardado por Cazalla, um homem sedento de sangue, e pelo comandante preferido do próprio rei de Espanha. Com o apoio de um aliado poderoso, Hunter reúne uma tripulação de homens endurecidos para se infiltrar no avançado posto inimigo e assaltar o El Trinidad, confiscando a sua fortuna em ouro espanhol. O assalto é tão perigoso quanto as mais sangrentas lendas da ilha, e Hunter irá perder mais do que um homem antes de conseguir pôr um pé em costas estrangeiras, onde uma selva densa e o poder de fogo da infantaria espanhola o separam do tesouro…

Opinião:


Este livro da autoria de Michael Crichton, que também escreveu o Jurrasic Park, leva o leitor as idílicas ilhas das Caraíbas no ano de 1665, mas nessa época elas eram território pirata.


Eu sempre fui fascinado por piratas e pelas suas aventuras nos sete mares, e ao descobrir este livro não resisti a tentação de o ler. E devo dizer que foi um livro que muito gostei, com uma escrita simples e fluída que me levou a uma leitura rápida


Charles Hunter, capitão de uma chalupa de nome Cassandra e que vive na infame Port Royal, ouve rumores sobre um galeão de tesouro espanhol está a ser reparado num porto chamado de Matanceros. O porto dado como inexpugnável é defendido por um poderoso forte que tem uma grande guarnição de soldados e tem como comandante Cazalla, que tem uma reputação de ser muito cruel.


Este livro está recheado de acção e tem um enredo simples mas bem construído e que reserva algumas surpresas. As cenas de batalha estão bem descritas, e não são demasiado violentas o que agradará aos estômagos mais sensíveis. 


Se gostam de livros de piratas recheados de aventuras, traições, batalhas navais e humor negro este é o livro ideal. 


Avaliação: 8-10 

2 de março de 2014

Opinião - O Clube de Macau


Macau, 1984: um juiz (o futuro procurador-geral da República), três polícias, um médico e um apresentador da televisão formam um bordel secreto a que chamam Clube de Macau, recorrendo a adolescentes chinesas dispostas a pagar o preço mais elevado para fugirem da China para o Ocidente. Quando uma delas é assassinada, o Clube de Macau dissolve-se.

Mas vinte anos mais tarde, em Lisboa, os antigos membros voltam a encontrar-se quando o procurador-geral pretende candidatar-se à Presidência da República. A ambição cruza-se então com o escândalo de pedofilia, e, desta vez, não é o prazer que espera os antigos membros do Clube de Macau, mas uma guerra sem tréguas.

Inspirado pelo Processo Casa Pia, O Clube de Macau é o terceiro romance de Pedro G. Rosado sobre os submundos da realidade portuguesa, depois de Crimes Solitários e de Ulianov e o Diabo, completando a trilogia O Estado do Crime.

Opinião:

O Clube de Macau é o volume final da trilogia "O Estado do Crime" escrita por Pedro Garcia Rosado, o mesmo
 é inspirado pelo Processo Casa Pia, que abalou Portugal em 2002.  

Em 1984 um grupo de portugueses residentes em Macau, que então ainda se encontrava na posse de Portugal, decide usar as suas influências para criar um bordel privado só para seu uso recorrendo ao uso de jovens chinesas que querem fugir de uma vida de pobreza. Esse bordel foi baptizado como Clube de Macau, e só é dissolvido após uma trágica morte.

Este livro aborda a corrupção nas mais altas esferas da política, com pessoas muitos poderosas a perverter a lei parece seu próprio benefício, e a usar informações sobre diversos crimes de pessoas importantes como forma de pressão. 

O enredo está bem construído, apesar de ter algumas partes algo previsíveis, o ritmo de escrita no final está simplesmente arrasador, as cenas de maior violência estão descritas de forma dura mas muito realista e todos estes ingredientes tornam este livro numa obra muito agradável de se ler.

Pedro Garcia Rosado é sem dúvida um mestre do thriller nacional. 


Avaliação: 8-10

25 de fevereiro de 2014

Opinião - Capitão de Navio


Segundo tomo da mais apaixonante série de romances históricos de tema naval, Capitão de Navio mergulha-nos de novo nas aventuras de Jack Aubrey e Stephen Maturin, com quem os leitores portugueses tomaram já contacto em Capitão de Mar e Guerra, anteriormente publicado nesta mesma colecção.
À espera que lhe seja atribuído o comando de um novo barco, Aubrey passa uma temporada no campo durante a qual consolida uma tempestuosa história de amor com aquela que será a mulher da sua vida. Porém reduzido à indigência, com dívidas suficientes para lhe garantirem prisão perpétua, vê-se obrigado a fugir para França, onde se depara com a ameaça napoleónica. Atravessando Espanha ele e Maturin conseguirão chegar incólumes a Gibraltar, onde Aubrey recebe um novo tipo de navio, capaz de assegurar à Inglaterra a sua superioridade naval. Os dois amigos ver-se-ão então envolvidos nas mais emocionantes aventuras e Maturin revelar-se-á um espião extraordinário, capaz de desbaratar os planos mais astuciosos de Napoleão.

Opinião:

Depois do sucesso a bordo do Sophie, Aubrey regressa a Inglaterra a espera que lhe seja atribuído um comando de um novo navio. Durante essa espera ele aloja-se numa casa de campo com o seu amigo Maturin.

Devido a uma fraude cometida pelo seu agente de presas Aubrey, fica recheado de dividas e tem de abandonar Inglaterra para não ser posto na prisão. Essa fuga tem uma parte que na minha opinião é algo absurda e completamente impossível de se realizar.

Este livro tem um maior foco na parte afectiva dos dois personagens principais, e o enredo do mesmo tem mais capítulos passados em terra do que o anterior. 

A fluidez da escrita que tanto tinha gostado no "Capitão de Mar e Guerra" é aqui trocada por uma escrita mais maçuda e um enredo menos atractivo, o que me levou a gostar menos deste volume, mas se calhar tinha as expectativas altas de mais. 

As batalhas navais, que na minha opinião deviam ser o foco central do livro, são descritas de uma forma algo apressada e em menor detalhe do que no antecessor.

Avaliação: 7-10

17 de fevereiro de 2014

Opinião - Crimes Solitários


Uma noite, num dos mais belos restaurantes do Alentejo, um comerciante de negócios escuros chamado Eduardo Cortes revela publicamente um segredo embaraçoso, vingando-se da perseguição que lhe movem um inspector da Policia Judiciaria, Diogo Teixeira, e um jornalista especializado em casos de polícia, José Ricardo. Três anos depois, o mesmo Eduardo Cortes comete um homicídio mas, apesar do cuidado que põe na organização do crime para não se tornar suspeito, dá um pequeno passo em falso- um passo que só José Ricardo tem conhecimento, este, porém, não pode denunciá-lo sem se expor demasiado, pelo que se socorre do seu amigo Lisboa, Diogo Teixeira.
Está, pois , criado o ambiente para que os dois se ponham em campo para ajustarem contas antigas e resolverem um crime que podia ficar por resolver. Mas a caçada fará rolar muitas cabeças para além de Eduardo Cortes numa batalha em que dificilmente poderá haver vencedores.

Opinião: 


Crimes Solitários foi o primeiro livro publicado de Pedro Garcia Rosado. Este livro inicia a trilogia de nome "O Estado do Crime" da qual eu já li o segundo volume, "Ulianov e o Diabo".


Eduardo Cortes é um revendedor de carros usados que mora em Montemor-o-Novo. Certo dia recebe a visita de um misterioso homem de origem basca no seu stand e, essa visita pode o tornar-lo num homem muito rico.


José Ricardo é um jornalista que escreve sobre casos de polícia, e que reencontra numa cena de crime um antigo colega de faculdade, Diogo Teixeira, que agora é agente da PJ. Encontro que os levará a criar uma forte ligação profissional e pessoal.


Este livro ao contrário dos livros que li do autor aborda menos a corrupção da classe política, aborda de forma aberta alguns assuntos tabus da sociedade moderna. Mas as descrições das cenas de maior violência continuam num tom muito gráfico e que pessoalmente agrada-me. 


Sem ter um ritmo tão frenético, e um enredo mais previsível, normal por se tratar do primeiro livro escrito, não deixou de ser uma obra que me conseguiu agarrar. Pedro Garcia Rosado é sem dúvida um autor que merece maior notoriedade no panorama nacional. 


Avaliação: 7-10

12 de fevereiro de 2014

Opinião - Capitão de Mar e Guerra



Capitão de Mar e Guerra recria com uma saborosa subtileza a vida a bordo de um pequeno navio de guerra britânico em patrulha no Mediterrâneo ocidental em 1800, um ano de indecisas escaramuças navais entre a França e a Espanha". — New York Times Book Review 

Patrick O'Brian (Irlanda, 1914-2000) é um dos mais aclamados autores contemporâneos de romance histórico, sobretudo pela sua série sobre as aventuras da Armada Inglesa no tempo das Guerras Napoleónicas, de que agora, com justificado orgulho, se apresenta o primeiro volume, Capitão de Mar e Guerra. Em Abril de 1800, inicia-se a amizade entre o recém-promovido capitão Jack Aubrey e o médico Stephen Maturin, que se tornará cirurgião de bordo e um elemento preponderante da espionagem inglesa. As vidas destes dois homens ficarão ligadas para sempre, numa trepidante sucessão de aventuras e de acções de todo o tipo destinadas a pôr fim à hegemonia de Napoleão e a liquidar, em todas as frentes, a sua frota de guerra. "O'Brian conhece como ninguém a época histórica sobre a qual escreve e os seus personagens estão tão firmemente desenhados no tempo que nos parecem de carne e osso, respirando humanidade.

Opinião:

"Capitão de Mar e Guerra" é um romance histórico escrito por Patrick O'Brian. Este livro retrata o quotidiano de um navio de guerra inglês que se encontra de serviço no Mediterrâneo.

Jack Aubrey é o recém nomeado capitão do Sophie, um pequeno navio de guerra com 14 canhões. Jack é um capitão exigente, que faz constantes treinos de disparos e faz uma série de melhorias no seu navio para o mesmo estar ao nível das suas ambições.

Stephen Maturin é um médico irlandês, mas que viveu muitos anos na Catalunha. Ele tem um enorme espírito naturalista que o levou a viajar muito pela Catalunha, a procura de diferentes espécimes para os seus estudos. Após um fortuito encontro com Aubrey torna-se no cirurgião de bordo do Sophie e usa os seus conhecimentos para providenciar vantagens ao seu capitão.

Este livro foi uma agradável surpresa ao nível da escrita, eu pensava que iria ser algo maçuda e recheada de termos náuticos, mas foi uma leitura leve, com uma escrita muito fluída e com boas descrições das batalhas. As personagens principais estão muito bem construídas e a sua relação é um dos pontos fortes do livro.

Um livro que gostei muito de ler, brevemente irei ler mais livros desta magnífica saga sobre a marinha britânica.

Avaliação: 9-10

2 de fevereiro de 2014

Opinião - Lugares Escuros


Libby tinha sete anos quando a mãe e as duas irmãs foram assassinadas no «Sacrifício a Satanás de Kinnakee, no Kansas». Enquanto a família jazia agonizante, Libby fugiu da pequena casa da quinta onde viviam e mergulhou na neve gelada de janeiro. Perdeu alguns dedos das mãos e dos pés, mas sobreviveu e ficou célebre por testemunhar contra Ben, o irmão de quinze anos, que acusou de ser o assassino. Passados vinte cinco anos, Ben encontra-se na prisão e Libby vive com o pouco dinheiro de um fundo criado por pessoas caridosas que há muito se esqueceram dela. O Kill Club é uma macabra sociedade secreta obcecada por crimes extraordinários. Quando localizam Libby e lhe tentam sacar os pormenores do crime (provas que esperam vir a libertar Ben), Libby engendra um plano para lucrar com a sua história trágica. Por uma determinada maquia, estabelecerá contacto com os intervenientes daquela noite e contará as suas descobertas ao clube… e talvez venha a admitir que afinal o seu testemunho não era assim tão sólido. À medida que a busca de Libby a leva de clubes de striptease manhosos no Missouri a vilas turísticas de Oklahoma agora abandonadas, a narrativa vai voltando atrás, à noite de 2 de janeiro de 1985. Os acontecimentos desse dia são recontados através da família de Libby, incluindo Ben, um miúdo solitário cuja raiva contra o pai indolente e pela quinta a cair aos pedaços o leva a uma amizade inquietante com a rapariga acabada de chegar à vila. Peça a peça, a verdade inimaginável começa a vir ao de cima, e Libby dá por si no ponto onde começara: a fugir de um assassino.

Opinião:

"Lugares Escuros" foi o meu thriller de estreia de Gillian Flynn. Este livro é um bestseller da New York Times.


Libby, aos 7 anos presenciou o brutal assassinato da sua mãe e duas irmãs, e devido ao seu depoimento em tribunal Ben, seu irmão, foi senteciado a prisão perpétua. 25 anos depois ela é contactada por um clube secreto, que debate a crimes de alta propangada, e que lhe lança duvidas em relação ao que realmente aconteceu e começa a investigar o crime.

Libby é uma mulher que ficou traumatizada e que vive de um fundo criado por pessoas caridosas para a ajudar depois da noite fatídica, ela nunca teve força de vontade para trabalhar, e há dias em que nem sai da cama. Mas isso irá mudar.

Este livro é um thriller mais inclinado para o lado psicólogico, e que debate sofre os traumas decorrentes de eventos trágicos. É um livro sombrio e algumas partes um pouco deprimentes, mas é de uma enorme qualidade por conseguir passar ao leitor as emoções das personagens.

Avaliação: 8-10

24 de janeiro de 2014

Opinião - A Serva do Império Vol 2


A Saga do Império é uma das obras mais famosas de Raymond E. Feist. O mundo exótico de Kelewan é um marco histórico na Fantasia épica. De Kelewan, saíram algumas das ideias e personagens mais emblemáticas da fantasia. De uma parceria com Janny Wurts, provavelmente uma das mais bem-sucedidas da literatura fantástica, nasce uma obra apaixonante. Um mundo de personagens reais, intriga política e ação.. INTRIGADO? SAIBA OS SEGREDOS DO EXÓTICO MUNDO DE KELEWAN. 
Os tempos mudaram e as formas de poder são hoje mais subtis e traiçoeiras. Nenhum clã pode sobreviver sem conhecer as intrigas do Jogo do Conselho. E todos o sabem. Mara dos Acoma está mais implacável do que nunca. Com a vida do seu filho em perigo e a continuidade da sua Casa ameaçada, a Senhora dos Acoma usa de todos os meios para controlar a crueldade dos seus inimigos. Dotada de uma destreza intelectual invulgar, Mara dos Acoma coloca em causa não só as tradições dos Tsurani, como as suas próprias convicções. Neste jogo de sentimentos e poder, poderá não haver um vencedor… Este volume é a segunda parte de A Serva do Império, pertencente à magnífica saga épica de Feist e Wurts - uma das colaborações mais bem-sucedidas de todos os tempos no estilo fantástico.

Opinião:

"A Serva do Império - Vol 2", é a segunda parte de um excelente livro, que nasceu da colaboração entre Raymond E. Feist e Janny Wurts. 

Mara dos Acoma, continua a provar-se uma mestre no perigoso Jogo do Conselho, o que já lhe causou terríveis inimigos como os Minwanabi, que fazem de tudo para destruir os Acoma. Para mim a Mara é uma das melhores personagens que o Feist criou. Com uma natureza complexa,  completamente inovadora em relação aos costumes dos tsurani, que com a sua inteligência consegue alterar tradições milenares. 

Kevin é outra personagem que merece destaque. Ele é um escravo de Mikdemia, que se tornou amante da Mara e que com a sua cultura completamente diferente vai provocando aos poucos grandes mudanças em Mara. 

Como já é marca habitual desta saga, a magia é um elemento pouco presente, e o grande foco do livro é mesmo o Jogo do Conselho. A luta das diversas famílias no Jogo é impiedosa e cheia de traições e intrigas. 

Por ser a segunda metade de um livro a leitura começa logo a um ritmo elevado e sem qualquer introdução, por tanto aconselho a leitura do primeiro volume antes para uma leitura mais fácil. Espero que o terceiro livro, na versão original, não seja também dividido. 

Gostei imenso deste livro, com uma trama muito bem construída, algumas batalhas sangrentas, inúmeros intrigas e com excelentes personagens. 

Avaliação: 9-10

20 de janeiro de 2014

Opinião - O Jogo do Leopardo


O agente da Brigada Antiterrorista John Corey e a sua mulher, a agente do FBI Kate Mayfield, acabaram de ser colocados em Sanaa, no Iémen - um dos lugares mais perigosos do Médio Oriente.
Não lhes deram muita informação a respeito da sua missão, a não ser que iriam trabalhar com uma pequena equipa para encontrar um dos cérebros por trás do bombardeamento do USS Cole: um operacional de alta patente da Al Qaeda conhecido como o Leopardo. Implacável e esquivo, é procurado por múltiplas ações terroristas e assassinatos, e o governo dos Estados Unidos está decidido a capturá-lo a todo o custo.
Ao princípio, John e Kate não sabem porque é que foram escolhidos para esta missão em particular, mas rapidamente se apercebem de que estão a ser usados como isco: o Leopardo está à procura de vingança pela morte de Asad Khalil, um terrorista líbio que John abateu recentemente em Nova Iorque.

Opinião:

"O Jogo do Leopardo" é o terceiro thriller que leio de Nelson DeMille. Este livro tem como pano de fundo a luta contra o terrorismo e toma lugar no Iémen, um dos locais mais perigosos do Médio Oriente.

John Corey é novamente enviado para o Iémen, onde já tinha estado para investigar o ataque ao contratorpedeiro USS Cole, agora voltou para encontrar um perigoso membro da Al Qaeda conhecido como Leopardo e que é um dos responsáveis pelo ataque.

A investigação de Corey e da sua equipa leva-os a um país onde a corrupção e a violência são muito comuns e todos os homens andam armados com AK47, tem a difícil tarefa para capturar um homem muito perigoso. 

Um livro tem um enredo muito bem construído e com tramas muito boas. Mas por mim peca em parte por ter vários capítulos que achei desnecessários e que têm poucos desenvolvimentos. Corey é uma personagem que me cativou pelo seu sentido de humor e pela sua sagacidade.

Mais um bom livro de Nelson DeMille, autor que irei continuar a seguir com atenção.

Avaliação: 8-10

11 de janeiro de 2014

Opinião - Quando a Noite Cai


Cai a noite em Nova Iorque. Um avião levanta voo do Aeroporto internacional JFK com destino a Paris.
Numa praia deserta de Long Island - a poucos quilómetros de distância - um casal apaixonado vive uma noite de amor proibido. Encoberto pelas dunas e pelo crepúsculo a sua única testemunha é a câmara de vídeo que trazem consigo.
O romantismo do momento é interrompido abruptamente por uma enorme explosão. O Boeing 747 que acabar de levantar voo, incendeia o céu. Despenha-se pouco depois, incandescente, nas águas profundas do Atlântico.
O casal agarra nas suas coisas e abandona, apressado, a zona do acidente ao mesmo tempo que vê os carros da polícia aproximarem-se do local a toda a velocidade.
A câmara de vídeo regista toda a tragédia.
Poderá a verdade destruir o mundo?

Opinião:

"Quando a Noite Cai" é um thriller da autoria de Nelson DeMille e que retrata a queda do avião TWA 800, que fazia ligação de Nova Iorque à Paris.

John Corey, policia reformado e agora membro da Unidade Operacional de Combate ao Terrorismo, vai com a sua mulher, Kate Mayfield, às homenagens fúnebres pelo quinto aniversário do acidente aéreo.

Kate Mayfield foi uma das Agentes que o FBI enviou na investigação inicial à queda do avião. De início ainda se pensou que fosse um ataque terrorista mas depois a causa oficial foi a de uma explosão no depósito de combustível central. Mas Kate não concorda com a teoria oficial e pede a Corey para investigar o caso clandestinamente.

Este livro é uma mistura entre factos verídicos e ficcionais, a queda do voo TWA 800 infelizmente é verídica e causou a morte a 230 pessoas.

Um dos pontos fortes deste livro é o protagonista John Corey, um homem um pouco arrogante, com um humor negro muito característico mas um excelente investigador.

Não gostei tanto deste livro como gostei do "O Jogo do Leão", mas é um bom livro e que nos deixa na dúvida em relação às verdadeiras causas do acidente aéreo.

Avaliação: 8-10

5 de janeiro de 2014

Opinião - Triângulo



Joel Franco, Rosa Custódio e Jaime Paixão foram amigos e colegas na Faculdade de Direito e, mais tarde, entraram todos na PJ. Os seus caminhos, entretanto, afastaram-se, até que um caso que envolve um primeiro-ministro extremamente colérico volta a uni-los, mas da pior maneira. Jaime Paixão é agora adjunto do ministro da Justiça e Joel trabalha na Secção de Homicídios da PJ quando Rosa Custódio é encarregada de dirigir uma equipa que se vê a braços com o cadáver da namorada do primeiro-ministro. E, enquanto Rosa procura contornar os obstáculos políticos que dificultam a descoberta da verdade, devido às manobras de um pequeno grupo de conspiradores entre os quais se encontra Jaime Paixão, o inspector Joel Franco lança-se numa cruzada pessoal.

Chegou o momento de o protagonista desta série ir finalmente ao encontro dos suspeitos do homicídio de Augusto, seu amigo de infância, morto no seminário que ambos frequentavam. A perseguição do assassino levá-lo-á, de resto, da Serra da Estrela à Lagoa de Óbidos, onde actua uma rede de pedofilia e prostituição de luxo que tem por cabecilha uma misteriosa empresária conhecida por Medusa. Mas ela tem também ligações ao caso que Rosa Custódio quer resolver.

Triângulo segue-se a "A Cidade do Medo" e a "Vermelho da Cor do Sangue" (já traduzido em Espanha) e faz do inspector Joel Franco uma das personagens mais importantes do thriller português, que, nesta obra, enfrenta o maior e mais exigente desafio da sua vida.

«Não Matarás» é uma série de thrillers ambientados em Portugal e com personagens portuguesas. O seu protagonista é Joel Franco, inspector na Secção de Homicídios da Polícia Judiciária que, em todos os crimes que resolve, sabe estar a vingar uma morte a que assistiu na infância.

Opinião:


Triângulo é o terceiro volume da trilogia Não Matarás, que tem como protagonista o inspector da Polícia Judiciária Joel Franco.


Joel Franco vai finalmente defrontar os suspeitos do assassínio do seu amigo de infância, Augusto.  Mas verá-se envolvido em perigosas teias, que poderão ter grandes custos.


José Garrido, primeiro ministro, é um homem calculista e manipulador,  e que por isso conseguiu subir ao poder, mas tem uma face escondida, uma de um homem colérico e muito violento. 


Mas uma vez o autor neste livro aborda a corrupção dos meios políticos e a troca de favores entre os mesmos, mas neste livro em particular o nível de corrupção surpreendeu me tanto pela gravidade como pelo facto de ser perfeitamente plausível.


Este livro marca o final de uma excelente trilogia policial portuguesa, que tem excelentes descrições do nosso país. Com personagens sólidas e muito humanas, podemos sentir a angústia de Joel ao longo da mesma. Pedro Garcia Rosado já revelou no blogue "Verosky - A Menina dos Policiais", um excelente blogue que sigo atentamente,  que Joel irá participar no livro "Morte nas Trevas" e eu estou curioso por saber como ele o irá conjugar com o Gabriel Pontes.


O final deste livro deixou-me simplesmente KO! Absolutamente espectacular e apanhou completamente desprevenido! 


Se gosta de ler policiais de qualidade compre com a minha recomendação, qualquer livro do Pedro Garcia Rosado. Sem dúvida um mestre do policial português!


Avaliação: 9-10

2 de janeiro de 2014

Opinião - Fogo Cruzado



Em 1777 Filadélfia é uma cidade em guerra — não só entre as tropas britânicas e o exército americano, mas consigo mesma. Porque uma cidade ocupada junta lealistas e patriotas, soldados e civis, homens e mulheres. E divide famílias e fomenta a traição. É aqui que o impiedoso capitão Kit Vane e a bela Martha Crowl, a impulsiva patriota Caroline e o seu jovem amante idealista Jonathon, o pouco escrupuloso Ezra Woollard e o brutal sargento Scammell forjam e quebram alianças volúveis que os levam a correr grandes perigos. Apanhado entre eles encontra-se o soldado Sam Gilpin. Seduzido para a guerra pelo desafio e por uma casaca vermelha, este deverá aprender a amarga lição do amor, da perda e da descoberta do verdadeiro significado da lealdade.

Opinião:

"Fogo Cruzado" é um romance histórico escrito por Bernard Cornwell, que descreve Filadélfia durante a Guerra Revolucionária Americana.

Em 1777, Filadélfia é uma cidade cercada pelas forças rebeldes desde a sua ocupação pelo exército inglês, liderando por Sir William Howe. 

Sam Gilpin é um soldado ao serviço do exército inglês que tem um talento especial para cuidar de cavalos. Ele juntou-se ao exército juntamente com o seu irmão gémeo Nate, para fugir à sua vida campestre e pela promessa de ouro. 

Ao contrário dos outros livros que li de Cornwell, a história deste livro centra-se mais nos sentimentos das diversas personagens, as suas lealdades, amores e intrigas. Mas não deixa de ter presente cenas de batalhas, mas o foco do autor é descrever uma cidade sitiada divida entre pessoas leais à Inglaterra e patriotas que desejam a independência.

 Foi uma leitura agradável mas não é o melhor que já li de Cornwell.

Avaliação: 7-10

23 de dezembro de 2013

Opinião - Vermelho da Cor do Sangue


Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do Partido Comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente.
Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto. Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … e várias garrafas de Barca Velha.

Opinião:

"Vermelho da Cor do Sangue" é o segundo livro da trilogia "Não Matarás", que tem como personagem principal o inspector da Polícia Judiciária Joel Franco.

Joel Franco é encarregado de investigar um assalto a um cofre no qual o segurança foi morto, mas a sua investigação leva ao conturbado ano de 1975 e o PREC e ainda tem perigosas ligações com a antiga URSS.

Neste livro pode rever o Ulianov, protagonista do livro "Ulianov e o Diabo", personagem que eu achei que sofreu uma interessante evolução. Eu acho que um livro sobre a participação do Ulianov no gang Cobra seria uma excelente ideia.

Este livro aborda alguns assuntos polémicos como a emigração de pessoas oriundas da antiga União Soviética e como várias organizações criminosas a aproveitaram para expandirem o seu "negócio". Mais uma vez este livro também aborda a corrupção nos meios políticos e económicos.

Eu gostei mais do primeiro livro da trilogia, mas este não deixa de ser um livro com qualidade, com um enredo bem construído, personagens interessantes e credíveis. Um excelente policial português.

Avaliação: 7-10

18 de dezembro de 2013

Opinião - Quando o Cuco Chama



Quando uma jovem modelo cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está um caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...

Envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres, Quando o Cuco Chama é o aclamado primeiro romance policial de J. K. Rowling, escrito sob o pseudónimo Robert Galbraith.

Opinião:

"Quando o Cuco Chama" é um policial escrito pela autora da saga "Harry Potter", J.K. Rowling sob o pseudónimo Robert Galbraith. Este livro é o primeiro que li da Rowling, e é sem dúvida um excelente livro.

Cormoran Strike é um detective privado, veterano da guerra no Afeganistão, que sofre de sequelas físicas e psicológicas. Ele é encarregado de investigar um suposto suicídio de uma modelo pelo irmão dela.
Strike tem a sua vida pessoal e profissional num caos, acabou-se de separar da sua namorada de longa data e o seu negócio está endividado.  

Robin Ellacott é nomeada por uma empresa de trabalho temporário como secretária de Strike, e ao perceber que ele é um detective privado ela fica muito entusiasmada com o seu novo trabalho. Ela rapidamente torna-se numa parte muito importante na difícil investigação.

Ao contrário de outros policiais a acção deste livro é mais lenta e dá mais espaço a construção das personagens. Robin e principalmente Strike são personagens muito bem construídas, que com todas as suas virtudes e defeitos parecem verdadeiros seres humanos. 

O principal foco da obra é a investigação de Strike para conseguir averiguar a verdade dos factos. E ao longo da leitura vão sendo apresentados vários possíveis suspeitos com motivos para cometer o crime.

Este livro também aborda a perseguição que os paparazzi fazem às figuras mediáticas na sua procura incessante de mais notícias e escândalos para venderem mais jornais e revistas. 

Eu fiquei cativado por esta obra e espero que hajam muitas mais aventuras de Cormoran Strike e Robin no futuro. Um livro que recomendo sem dúvida.

Avaliação: 9-10 

14 de dezembro de 2013

Opinião - O Jogo Final


O Jogo Final é uma obra soberba que tem como protagonista Ender Wiggin, um rapaz em quem o governo da Terra deposita todas as esperanças. No espaço interplanetário, um exército extraterrestre ameaça aniquilar a humanidade. Desesperados, os homens desenvolvem um programa de defesa que consiste no treino militar intensivo de crianças sobredotadas. Ender é o único que pode garantir a sobrevivência da grande família humana. Mas será ele suficientemente forte para se salvar a si próprio do precipício da loucura?

Opinião:

" O Jogo Final" é o primeiro livro da saga de ficção científica "The Ender Quintent" escrita por Orson Scott Card.

Andrew "Ender" Wiggin, é uma criança prodigiosa que começa os treinos militares numa idade muito precoce, para fazer face à esperada terceira invasão dos insectóides. 

Ele é enviado para a Escola de Guerra com apenas 6 anos para começar o seu treino. Na escola os alunos são separados em pelotões que competem entre si num jogo que simula batalhas espaciais.  Com as suas tácticas inovadoras e brilhantismo Ender torna-se rapidamente num dos melhores jogadores e por isso é atormentado pelos  seus colegas mais velhos.

Este foi o primeiro livro que li deste autor e gostei bastante da experiência, com um escrita simples e fluída, um personagem principal muito bem construída e excelente descrição das batalhas. 

Espero que a Presença publique os restantes livros da saga, porque este livro é uma excelente leitura e eu adoraria ler mais aventuras de Ender.

Avaliação: 8-10

10 de dezembro de 2013

Opinião - A Cidade do Medo



Para a Polícia, a morte violenta de um sem-abrigo cuja identidade é quase impossível de determinar não é uma ocorrência a que se possa dedicar muito tempo. 

Mas a situação altera-se na manhã seguinte: aparecem mortos, da mesma maneira, mais dois sem-abrigo na Baixa de Lisboa. E, dois dias depois, são três os sem-abrigo atacados. O serial killer começa, porém, a deixar pistas - e estas apontam para um culto satânico, mas também para a maçonaria. 

Com o medo a instalar-se em Lisboa, onde o assassino vai multiplicando os seus actos de violência, e enquanto Joel Franco começa a descobrir as origens desta vaga de crimes, o presidente da Câmara de Lisboa e um seu discreto aliado na própria PJ percebem quem é o autor das mortes: o homem que quiseram transformar em bode expiatório quando começou a correr mal o comércio ilícito de terrenos na zona do projectado aeroporto da Ota. No qual pontificara o presidente da Câmara quando ainda era ministro do Ambiente… 

E em breve vão estar frente a frente dois homens que, à sua maneira, procuram justiça: o assassino propriamente dito e Joel Franco, que tenta vingar a morte de um amigo de infância em cada homicida que persegue. É bem provável que ambos desafiem a antiquíssima norma que regula a sociedade humana: «Não matarás.»

Opinião: 

"A Cidade do Medo" é o primeiro volume da trilogia de policiais " Não Matarás"  da autoria de Pedro Garcia Rosado.

Joel Franco é um inspector da Polícia Judiciária que é encarregado de investigar morte de um sem-abrigo encontrado junto a Basílica da Estrela, do qual é quase impossível de identificar e de entender os motivos que levaram ao crime. 
Na madrugada seguinte são encontrados mais dois cadáveres, desta vez encontrados na Baixa de Lisboa. Joel começa a pensar que os crimes são obra de um serial killer.

O assassino que se intitula como o "Sanitizador de Lisboa", e diz que vai limpar Lisboa dos infra-homens, é um astuto manipulador que usa a jornalista Eunice Neves e o seu programa "O Crime Nosso de Cada Dia" para fomentar o pânico na cidade e para esconder os seus reais motivos para os brutais crimes.

Este livro centra-se quase inclusivamente em Joel Franco e no "Sanitizador" dando pouco espaço às outras personagens. Mas por outro lado,  tem um enredo bem construído e as cenas das mortes estão bastante gráficas.

O autor também incide sobre a corrupção da classe política, neste caso em particular à possível construção do aeroporto da Ota.

Um bom livro de um dos melhores autores nacionais de policiais. 

Avaliação: 8-10