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30 de junho de 2013
Opinião - Dragões de uma Noite de Inverno
Os nossos heróis venceram uma batalha, mas não venceram a guerra pelo destino de Krynn. Os servos de Takhisis, a rainha dos Dragões, estão de volta e os povos de todas as nações precisam de lutar para salvar os seus lares e manter a própria liberdade. Mas há muito que as raças estão divididas pelo ódio e preconceito. Guerreiros elfos e cavaleiros humanos lutam entre si e a guerra parece estar perdida antes de começar.
Forçados a separarem-se pelos acontecimentos, passará ainda algum tempo antes que os nossos heróis se reencontrem. Perseguidos por estranhos sonhos e profecias sinistras, o grupo parte em busca das misteriosas e lendárias orbe e lança do dragão. Conseguirão, juntos, fazer frente às trevas? E será possível para um cavaleiro caído em desgraça, enfrentar, à pálida luz do inverno, as forças de Takhisis?
Opinião:
"Dragões de uma Noite de Inverno" é o segundo volume da trilogia "As Crónicas de Dragonlance" da autoria da dupla Margaret Weis e Tracy Hickman.
Apesar da vitória do grupo de heróis contra o Lorde Verminaard, Krynn está a ferro e fogo com os exércitos da Rainha das Trevas a avançar impiedosamente na conquista pelo domínio do continente.
O grupo de amigos é forçado a separar-se para enfrentar diferentes problemas em Krynn. Raistlin prevê que o grupo nunca mais se irá reunir intacto.
Notei uma clara evolução nas personagens e na construção do mundo. Neste livro há menos clichés habituais dos livros de fantasia que foram bastante notórios no primeiro volume. O facto do grupo se dividir permite ao leitor ter uma visão mais vasta sobre o mundo.
Apareceram algumas personagens novas que gostei bastante mas para mim o melhor personagem deste volume foi o kender Tass, que me conquistou com a sua traquinice e enorme lealdade aos seus amigos.
Em suma, um bom clássico da fantasia que têm alguns clichés mas que é uma óptima leitura, principalmente para iniciantes do género.
Opinião: 8-10
21 de junho de 2013
Opinião - Justiça de Kushiel
A nação de Terre d'Ange é um lugar de beleza e graça sem par. Diz-se que os anjos deram com a terra e a acharam boa… e que a raça resultante da semente dos anjos e dos homens se rege por uma simples regra: Ama à tua vontade.
Kushiel barra o caminho de Phèdre, severo e ameaçador. Numa mão, segura uma chave de bronze, e na outra… um diamante, enfiado num cordão de veludo. Phèdre nó Delaunay, a eleita dos deuses para suportar um indizível sofrimento com infinita compaixão é a vítima perfeita, a "oferenda sem igual" cuja profanação assegurará a ascendência de Angra Mainyu, O Senhor das Trevas. A morrer, pensa Phèdre, será às mãos do amor. Mas o amor é uma força assombrosa, e amor há que desafia todas as probabilidades…
E o Amor reina em força neste volume pungente, a encerrar a saga de Kushiel. O amor de Joscelin por Phèdre, seu Companheiro Perfeito que tudo dá por ela. O amor de Phèdre pela sua rainha, que quer Imriel de la Courcel de volta, o amor de Phèdre por Hyacinthe, seu único e verdadeiro amigo, por toda a eternidade condenado ao cativeiro como Senhor do Estreito. O amor de Phèdre por Imriel, apenas amor simples e destituído de adornos. O Lungo Drom de Phèdre e Joscelin continua, por um lendário rio abaixo até uma terra esquecida de todo o mundo. E até um poder tão imenso que ninguém ousa proferir o seu nome.
Ousará Phèdre? Ousará Phèdre receber o Nome de Deus e com ele obrigar a que libertem Hyacinthe? "Para receber o Seu Nome", instruiu o místico yeshuíta Eleazar ben Enokh, "d'Ele nos deveremos acercar em perfeita confiança e amor, do nosso ser fazer um recetáculo onde o nosso ser não esteja." Logrará Phèdre fazê-lo?
Opinião:
Justiça de Kushiel é o sexto e ultimo volume da Saga Kushiel escrito pela norte-americana Jacqueline Carey.
Phèdre continua na sua missão de salvar o jovem príncipe Imriel de la Courcel, filho da sua inimiga Melisande, de um terrível cativeiro em Darsanga. Para depois poder retornar a sua demanda para libertar o seu amigo Hyacinthe da maldição do Senhor do Estreito.
Joscelin continua a ser uma personagem que eu admiro. Pela sua coragem, habilidade com armas, mas acima de tudo por seguir o seu amor em todas as aventuras perigosas que ela tem. E não são poucas!
Imriel é um jovem atormentado pelos maus tratos que sofreu, mas que é muito perspicaz e corajoso e que ao longo do livro amadurece muito e torna-se numa personagem muito interessante.
Esta é uma das minhas sagas preferidas, mas que infelizmente a própria editora (Saída de Emergência) admite não ter grandes vendas. Por mim esse facto deve-se ao desenquadramento das capas e sinopses e ao facto de a editora ter decido dividir as obras.
Para mim esta saga é de leitura obrigatória para quem gosta de um livro com alguma fantasia, muita luta de corte, algumas cenas de sexo mais masoquistas e um enredo imprevisível. Eu gostaria que a editora editasse mais livros desta autora. Recomendado!
Avaliação: 9-10
Avaliação global da saga: 9-10
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Saga Kushiel
14 de junho de 2013
Opinião - O Espião Improvável
Em tempos de guerra», escreveu Winston Churchill, «a verdade é tão preciosa que deveria sempre ser acompanhada por um séquito de mentiras.» No caso das operações de contrainteligência britânicas, isto implicava encontrar um agente o mais improvável possível: um professor de História chamado Alfred Vicary, escolhido pessoalmente por Churchill para revelar um traidor extremamente perigoso, mas desconhecido. Contudo, os nazis também escolheram um agente improvável: Catherine Blake, a bela viúva de um herói de guerra, voluntária num hospital e espia nazi sob as ordens diretas de Hitler para desvendar os planos dos Aliados para o Dia D...
Opinião:
"O Espião Improvável" foi o romance de estreia do escritor norte-americano Daniel Silva. O livro teve um enorme sucesso que levou o autor a deixar o jornalismo e dedicar-se a tempo inteiro a escrita.
Alfred Vicary é um professor de história escolhido pessoalmente pelo primeiro ministro inglês: Winston Churchill para integrar o MI5, serviços secretos britânicos.
Catherine Blake é voluntária num hospital de Londres, mas tem um segredo perigoso, é uma agente secreta alemã que está a espera de ser activada.
Gostei muito deste livro. O seu enredo é bem construído e com várias personagens fortes, sendo ainda um livro bastante viciante na medida em que nos é difícil adivinhar o futuro das personagens
Futuramente devo ler mais livros deste autor que me conseguiu conquistar com este fantástico thriller de estreia.
Avaliação: 8-10
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30 de maio de 2013
Opinião - As Espadas da Noite e do Dia
David Gemmell é um autor de culto com uma vasta obra já publicada, sendo considerado por muitos como um dos melhores autores vivos da high fantasy. A colecção «Via Láctea» apresentou-o com a obra Lobo Branco, a que este título vem dar continuidade. Mesmo quem não leu o livro anterior pode fruir plenamente da leitura, porque Gemmell dá pistas suficientes para que o leitor compreenda a evolução dos acontecimentos, embora se tenham passado mil anos depois da morte de Skilgannon, o Maldito. Este é de novo trazido à vida para derrotar uma tirana sanguinária, a Eterna. Mas, ao cabo dos séculos em que a alma de Skilgannon vagueou no Vazio abissal, será ele ainda capaz de empunhar as espadas mágicas e pôr fim ao massacre?
Opinião:
"As Espadas da Noite e do Dia" é um livro de fantasia escrito por David Gemmell.
Skilgannon passou mil anos no Vazio abissal, onde travou combates com monstros terríveis até ser ressuscitado para tentar travar a tirana Eterna.
Eterna, movida pela sua forte ambição, espalhou a guerra pelos reinos vizinhos desde a sua subida ao poder. A sua pretensão é tornar-se mais e mais poderosa contando com os Jiamands, seres meio homens meio animais para o conseguir. Skilgannon passou mil anos no Vazio abissal, onde travou combates com monstros terríveis até ser ressuscitado para tentar travar a tirana Eterna.
Neste mundo, através de uma tecnologia (pouco explicada) é possível ressuscitar os mortos desde que se tenha um osso que lhe pertencesse, existindo diversos casos ao longo do livro de pessoas já mortas trazidas novamente à vida através da tecnologia.
Este livro não me conseguiu cativar pois nunca me consegui identificar com as personagens principais. Achei ainda o enredo bastante previsível e com poucas surpresas. Das várias cenas de batalha existentes ao longo das suas páginas apenas gostei da descrição de uma.
Classificação: 6-10
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16 de maio de 2013
Opinião - Private: Agência Internacional de Investigação
Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, herdou do seu pai a Private, uma reputada agência internacional de investigação e segurança e, com ela uma carga de trabalhos que pode levá-lo ao ponto de rutura. Os segredos dos homens e mulheres mais poderosos chegam diariamente a Jack e aos seus agentes, que usam técnicas forenses de ponta para resolver os seus casos.
Como se não lhe bastasse ter de apurar a verdade sobre um escândalo de jogo ilegal na liga de futebol americano e tentar resolver um inquérito criminal sobre as mortes selváticas de 18 raparigas, Jack ainda vai ter de desvendar o tenebroso assassínio da mulher do seu melhor amigo — e sua antiga amante.
Com uma narrativa que se desenvolve a um ritmo alucinante, Private: Agência Internacional de Investigação é o mais excitante e vibrante thriller de James Patterson.
Opinião:
"Private: Agência Internacional de Investigação" é um thriller policial de James Patterson, autor de vários bestsellers com mais de 250 milhões livros vendidos no mundo inteiro.
Jack Morgan é um antigo Marine que herdou do pai uma agência de investigação chamada Private. Ele e a sua equipa têm três difíceis casos por resolver; um envolve apostas ilegais na NFL (liga de futebol americano), outro centra-se em desvendar o autor de uma série de homicídios de raparigas e o último, resolver o assassinato da mulher do melhor amigo de Jack, e sua antiga amante.
A equipa da Private é composta por Justine Smith psicóloga e brilhante investigadora, Rick del Rio antigo camarada de Jack nos Marines, Emilio Cruz um dos investigadores, Seymour Kloppenberg, mais conhecido por Sci, cientista responsável pelo laboratório da Private e ainda a Maureen Roth, conhecida por Mo-Bot, a "hacker" da equipa.
Este foi o primeiro livro que li do autor e gostei muito do ritmo elevado e da investigação dos casos que parecem ter saído directamente da série de televisão CSI.
James Patterson é sem dúvida um autor com um enorme talento e irei seguir com atenção a publicação dos seus livros por cá. Recomendado!
Avaliação: 9-10
13 de maio de 2013
Opinião - Triplo
No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.
Opinião:
Triplo" é um thriller histórico da autoria do Ken Follett sobre o desaparecimento de 200 toneladas de urânio em pleno Mar Mediterrâneo que, alegadamente, terá sido desviado pelos israelitas.
Nathaniel Dickstein é um antigo soldado inglês de ascendência judaica que foi capturado pelos nazis e enviado para um campo de concentração e que, depois da guerra, se mudou para Israel onde se tornou num agente secreto da Mossad, sendo enviado numa missão quase impossível: tentar arranjar plutónio para Israel poder construir uma bomba atómica e, de forma, a que não levante qualquer suspeita.
Para conseguir arranjar o plutónio Nat terá de se defrontar com dois antigos colegas da universidade de Oxford, David Rostov (agente do KGB) e Yasif Hassan (agente egípcio).
Ken Follett continua a surpreender-me pela sua capacidade em construir personagens muito realistas e humanas e também na construção de óptimos enredos.
Gostei bastante de ler mais este thriller e irei sem dúvida ler mais livros do género.
Avaliação: 8-10
2 de maio de 2013
Opinião - O Império dos Dragões
No ano de 260 d.C. a cidade de Edessa é assediada pelo exército persa. O imperador romano, Licínio Valeriano, aceita encontrar-se com Sapor I, rei dos persas, para chegarem a um acordo de paz, mas a proposta do seu adversário vinha envenenada, e Valeriano e o seu séquito caem numa emboscada que lhes custará a liberdade e a vida do próprio imperador. Um romance absolutamente soberbo em que Manfredi atinge o auge da sua criatividade narrativa.
Opinião:
O Império dos Dragões é um romance histórico que descreve a captura do Imperador Valeriano e o seu cativeiro juntamente com um grupo de fieis legionários.
Marco Metelo Áquila é o legado da Segunda Legião Augusta e um dos principais generais romanos envolvidos na luta contra os Persas. Ele é o líder do grupo de legionários que foram capturados pelos persas juntamente com o Imperador.
Ao longo deste romance histórico ficcional seguimos as pisadas de um grupo de legionários, primeiro numa prisão de trabalhos forçados persa e depois numa viagem até ao Império dos Dragões.
Gostei bastante de ler este livro que usa alguns factos verídicos, como a traição ao Imperador Valeriano. Como este livro já não segue tanto a história notou-se mais a criatividade na construção do enredo, mas algumas cenas de luta estão algo irrealistas e demais fantasiosas.
Em suma, um livro agradável de se ler com vários bons momentos e algumas surpresas.
Avaliação: 8-10
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Valerio Massimo Manfredi
21 de abril de 2013
Opinião - Voo Final
Em Junho de 1941 a Dinamarca encontra-se sob a ocupação de Hitler, enquanto a Grã-Bretanha é a única potência europeia em condições de fazer frente ao avanço dos nazis. Mas os aviões que partem em missões de bombardeamento são sistematicamente abatidos pelos esquadrões germânicos, como se de algum modo estes conhecessem os planos de ataque da RAF. Uma agente do MI6 é destacada para investigar o que está a beneficiar os alemães, numa missão secreta à Dinamarca... Ao mesmo tempo, na pequena ilha de Sande, o jovem Harald, encontra numa base secreta dos alemães algo cuja descoberta pode ser vital para mudar o curso dos acontecimentos... Um thriller empolgante e complexo, baseado num caso verídico, pela mão do grande mestre da arte de contar que é o mundialmente famoso Ken Follett.
Opinião:
"Voo Final" é um thriller de espionagem da autoria de Ken Follett. No livro é retratada a vida na Dinamarca ocupada pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
Hernia Mount é uma agente do MI6 que viveu vários anos na Dinamarca. Vendo a iminente invasão nazi à Dinamarca ela começa a montar uma rede de espiões, que serão responsáveis por encontrar informações que possam favorecer os britânicos na difícil guerra.
Harald é jovem estudante que sonha estudar física com Niels Bohr, mas numa visita a casa descobre algo que irá mudar radicalmente a sua existência.
Como é característico nos livros de Follett a descrição do ambiente e a criação de personagens está excelente. O enredo da história está bem construído, com algumas surpresas no meio, mas o final foi algo previsível.
As descrições das cenas de voo e as explicações acerca dos diversos sistemas instalados no avião para permitir o voo estão formidáveis e eu senti-me que estava ao lado das personagens a pilotar.
Gostei imenso de ler este livro, e a mudança de género literário foi muito positiva. A repetir no futuro.
Avaliação: 8-10
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Voo Final
16 de abril de 2013
Opinião - Traidor
Americano contra americano.
Irmão contra irmão. Numa guerra Civil.
Tão cruel como a americana há heróis vilões e... um traidor.
Irmão contra irmão. Numa guerra Civil.
Tão cruel como a americana há heróis vilões e... um traidor.
No verão de 1862, o capitão da Confederação Nathaniel Starbuck regressa à linha da frente da Guerra Civil Americana. Embora tenha participado em muitas batalhas vitoriosas, não pode escapar às suas raízes do Norte e torna-se apenas uma questão de tempo até ser acusado de ser um espião Yankee, perseguido e brutalmente interrogado.
Para limpar o seu nome, terá que encontrar o verdadeiro traidor, uma proeza que irá exigir uma coragem extraordinária, uma resistência heroica, mas também uma odisseia perigosa através do território inimigo. Conseguirá Starbuck restaurar a honra do seu nome e livrar-se da infâmia?
Para limpar o seu nome, terá que encontrar o verdadeiro traidor, uma proeza que irá exigir uma coragem extraordinária, uma resistência heroica, mas também uma odisseia perigosa através do território inimigo. Conseguirá Starbuck restaurar a honra do seu nome e livrar-se da infâmia?
Opinião:
"Traidor" é o segundo volume da saga "As Crónicas de Nathaniel Starbuck", que retrata a Guerra Civil Americana.
Depois da vitória em Manassas, os sulistas enfrentam agora uma nova invasão e são obrigados a ceder terreno. Mas o comandante conferado McClellan sobrestima largamente o numero dos soldados oponentes, o que a tomar uma campanha muito cautelosa.
Nate Starbuck, um nortista que combate pelo Sul, é acusado de ser um espião e aprisionado, onde ele barbaramente torturado para confessar que é um espião, mas é libertado por ser inocente. Mas para restaurar a sua honra e reassumir o seu posto na Legião Faulconer, ele terá de encontrar o verdadeiro espião.
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| Batalha de Ball's Bluff |
Como é hábito do Bernard Cornwell as descrições das batalhas estão muito bem descritas e o mais verídicas possível, gostei particularmente da descrição da batalha de Ball's Bluff.
A escrita e capacidade do autor em misturar factos verídicos com outros ficcionais continua magistral, facto que o torna num dos meus autores preferidos. Se gostarem de historia Cornwell é sem dúvida um autor que deverá ter na sua estante.
Avaliação: 8-10
27 de março de 2013
Opinião - A Filha do Império
Mara era apenas o membro mais novo de uma família nobre. Nunca esperou que a súbita e chocante morte do irmão e do pai pudessem trazer-lhe tamanha responsabilidade. Apesar do seu sofrimento, cabe-lhe a tarefa de vestir os mantos da liderança e enfrentar as dificuldades. Mas embora inexperiente na arte política, Mara terá de recorrer a toda a sua força e coragem, inteligência e astúcia, para sobreviver no Jogo do Conselho, recuperar a honra da Casa dos Acoma e assegurar o futuro da sua família. Rapidamente se apercebe de que a traição e os inimigos da família quase levaram a sua Casa à aniquilação completa. Todas as esperanças estão depositadas numa única mulher: uma rapariga que terá de crescer rapidamente e aprender um jogo perigoso, onde não há tempo para errar…
Opinião:
"A Filha do Império" é o primeiro volume da trilogia "Saga do Império", que nasce da colaboração do Raymond E. Feist com Janny Wurts.
Ao contrário das sagas anteriores, "Saga do Mago - Guerra do Portal" e "Os Filhos de Krondor" nos quais a maioria dos acontecimentos ocorrem em Midkemia, o enredo desta saga desenvolve-se em Kelewan durante a Guerra do Portal.
Mara é uma jovem de 17 anos que inesperadamente tem de assumir o controlo da sua família nobre, os Acoma, devido a morte do seu pai e irmão que foram provocadas por uma casa rival.
Por isso ela é obrigada a perder a sua adolescência para tentar restaurar a honra da sua família e tentar vingar a morte dos seus familiares.
Por isso ela é obrigada a perder a sua adolescência para tentar restaurar a honra da sua família e tentar vingar a morte dos seus familiares.
Ao contrário das outras sagas, a magia é um elemento pouco presente ao longo do livro, sendo ele mais direccionado para a luta pelo poder por parte das principais casas de Kelewan, naquilo que é apelidado no mesmo por Jogo do Conselho.
Por ser o primeiro livro da saga o ritmo é algo lento, para o leitor se ambientar ao fantástico mundo de Kelewan, fazendo a descrição da cultura do seu povo, que tem influências orientais.
Apesar de este livro não ter tão presente a magia a sua qualidade não peca em nada em relação aos anteriores livros que li do autor. Bem pelo contrário, na minha opinião é um dos melhores que li e irei seguir com muita atenção os restantes livros da trilogia. A não perder!
Avaliação: 9-10
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Raymond E. Feist,
Saga do Império
21 de março de 2013
Opinião - Nero
Nero terá sido o mais famoso dos imperadores romanos. A ele se atribuem algumas das mais terríveis crueldades da história.
Nero, discípulo de Séneca, revelou bem cedo a sua ambição pelo poder. Mas quem poderia imaginar que dos valores morais do filósofo Séneca nasceria um homem tão implacável e cruel? Nas intrigas da Roma antiga, encontra-se a noção de que Nero conduziu o legado do Império com uma crueldade exacerbada, cego pela vontade de satisfazer o seu enorme ego.
O declínio de Roma, a perseguição aos cristãos e a tragédia de Séneca são tratados com grande mestria ao longo das páginas deste romance. Nero é uma obra com todos os ingredientes que caracterizam uma época repleta de intrigas políticas, conspirações, assassinatos, traições, orgias, incestos, e outros excessos. Mas também existe filosofia, poesia e música neste romance biográfico. Este é o primeiro romance histórico a abordar a vida de Nero de uma forma credível e com profunda investigação.
Opinião:
"Nero" é um romance histórico da autoria de Vincent Cronin, que retrata a vida do imperador romano Nero e do seu tutor Séneca. O livro é relatado através das memórias do irmão mais novo de Séneca.
Neste romance histórico a vida de Nero é descrita de uma forma diferente da habitual, que é ele ter sido um homem violento, que incendiou Roma e que perseguiu impiedosamente os cristãos, e onde é descrito como um desportista e amante das artes.
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| Nero a tocar lira durante o incêndio de Roma. |
Lúcio Aneu Séneca foi um filósofo e senador romano, que assumiu o cargo de tutor de Nero a pedido da sua mãe Agripina. Ele teve algumas dificuldades iniciais em perceber o seu tutelado, mas tornam-se bons amigos e confidentes. Aquando da ascensão de Nero ao poder ele é nomeado para o seu conselho.
O ritmo do livro é algo lento e bastante descritivo o que torna a sua leitura algo pesada. Mas eu como um grande apreciador da Roma Antiga gostei de ler a versão do autor sobre uns dos imperadores mais controversos. Mas devo dizer que não me conquistou.
Avaliação: 7-10
6 de março de 2013
Opinião - Dragões de um Crepúsculo de Outono
Anos após terem optado por seguir caminhos diferentes, um grupo de companheiros reencontra-se na sua terra natal apenas para descobrir que o mundo de Krynn mudou. Rumores de guerra e sombras dominam as conversas de estalagem e monstros e criaturas míticas que só existiam em lendas voltaram a ser avistados. E nenhum companheiro se atreve a confidenciar os segredos que oculta no coração e que descobriu em viagens cheias de perigo.
Até ao dia em que um encontro ocasional com uma bela mulher, que detém em seu poder um bastão de cristal, arrasta os companheiros para o caos e muda as suas vidas para sempre. Ninguém esperava que se revelassem heróis. Muito menos eles. Mas conseguirão arranjar a força, honra e coragem para enfrentar os Deuses da Luz e Trevas no momento em que a Guerra da Lança está prestes a começar?
Opinião:
"Dragões de um Crepúsculo de Outono" é o primeiro livro da trilogia "As Crónicas de Drangonlance", uma das mais famosas sagas de fantasia de sempre da autoria da dupla Margaret Weis e Tracy Hickman.
Cinco anos depois de se separarem, para averiguarem se os estranhos rumores que ouviram eram verdadeiros, um grupo de amigos reúne-se na Estalagem do Derradeiro Lar em Solace. Ao entrarem em Solace notam logo que a mesma também mudou, o que vem aumentar os seus receios, porque os rumores de guerra e sobre a corrupção dos Seguidores eram verídicos.
Na estalagem, um homem idoso que está a contar histórias a um grupo de crianças, pede a uma jovem mulher do povo das planícies para ela contar também uma história, mas em vez disso ela canta, mas a canção desagrada ao Alto Teocrata por fazer referencias aos deuses antes do Cataclismo. O grupo de amigos decide ajudar os dois desconhecidos e a partir daí rumam juntos à perigosas aventuras.
O grupo é composto por Tanis, um meio-elfo que é o líder do mesmo, Raistlin um jovem mago, Caramon guerreiro poderoso irmão gémeo de Raist, Flint anão rabugento que se acha velho para aventuras, Sturm um cavaleiro de Solamnia, Tasslehoff um kender que diz não ter medo de nada. Ao qual se juntaram Lua Dourada, filha de um líder tribal da Abanasinia e o Vento do Rio, um guerreiro e seu amado.
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Irei continuar a seguir com atenção os livros da saga.
Avaliação: 8-10
Avaliação: 8-10
27 de fevereiro de 2013
Opinião - Leões de Cartago
Neste empolgante épico, recheado de personagens históricas e muitas reviravoltas do destino, David Anthony Durham recria o mundo lendário de Aníbal, o mais célebre dos Leões de Cartago.
Tendo como cenário inicial o território que hoje corresponde a Espanha, traça as origens da guerra, as primeiras conquistas e a sábia escolha de Aníbal ao atacar Roma por via terrestre, feito que se julga impossível.
A prosa vívida e cinematrográfica de Durham transporta-nos para diversos campos de batalha, ao encontro de heróis e povos bélicos que marcaram para sempre a nossa História.
"Leões de Cartago" é uma conquista na área do romance histórico e fará com que o leitor mergulhe num mundo de autenticidade ficcionada, onde ganham vida personagens, acontecimentos e pormenores impressionantes.
Opinião:
Leões de Cartago é um romance histórico ficcional baseado na Segunda Guerra Púnica, que opôs Roma contra Cartago. Aníbal era um general de Cartago que estava a expandir o domínio sobre a Hispânia e foi o principal líder cartaginês na guerra, sendo a personagem principal do livro.
A guerra iniciou-se com o cerco cartaginês a cidade de Saguntum, que tinha uma aliança firmada com Roma. Mas um acordo anterior feito entre Roma e Cartago, que permitia a expansão de Cartago na Península Ibérica ate ao rio Ebro, deixava a cidade dentro dos limites traçados no acordo. Roma enviou um representante a Cartago para exigir o final do cerco, como não o conseguiram obter declararam guerra.
| Territórios de Roma e Cartago antes da Guerra |
Depois da declaração de guerra, Aníbal planeou uma ambiciosa campanha terrestre contra Roma, que levou o seu exército, que era parcialmente composto por um grande regimento de elefantes de guerra, a atravessar os Pirenéus e os Alpes. O que foi um dos maiores feitos militares da época, e apanhou os romanos completamente de surpresa.
Aníbal actualmente ainda é considerado como um dos melhores estrategas militares, devido a sua capacidade de improvisar e planear das lutas ganhou quase todos os grandes combates contra Roma.
Públio Cipião foi um dos vários generais de Roma que lutaram contra Cartago, mas foi de longe o mais bem sucedido. Com a sua astucia conseguiu terminar com o domínio cartaginês na Península Ibérica e depois conseguiu derrotar Aníbal na batalha de Zama, que selou a vitória romana.
Leões de Cartago é um romance histórico com um enredo vibrante e recheado de acção e intrigas que conquista logo nas primeiras páginas.
Avaliação: 8-10
Deixo-vós aqui a excelente capa espanhola do livro.
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13 de fevereiro de 2013
Opinião - Goor - A Crónica de Feaglar I
Durante uma época ensombrada pelo despontar de novos conflitos e intrigas, a enigmática princesa Gar-Dena chega inesperadamente à corte do próspero reino Dhorian, no intuito de avisar o rei Feaglar para um terrível perigo latente que ameaça a liberdade e a própria sobrevivência de todos os Homens. Este será o ponto de partida para os acontecimentos relatados em Goor – A Crónica de Feaglar, que decorrem no período da Guerra dos Sete Reinos.Trata-se de uma fantástica aventura do rei e dos seus companheiros, que os levará aos limites das suas capacidades e aos confins do mundo conhecido, enfrentando inúmeros perigos e a herança de um nebuloso passado que foi propositadamente apagado da memória de todos os povos. O jovem e idealista rei, referido pelas antigas profecias como o Escolhido, terá de superar as suas próprias fraquezas e dúvidas, contrariar um destino sinistro e uma complexa teia de mentiras, urdida desde tempos imemoriais e em que ele próprio está envolvido.Em causa estará o próprio valor intrínseco do Homem e a sua determinação em sobreviver. Esta será uma jornada em que o futuro estará num indeciso limbo e em que tanto a vitória como a derrota podem acarretar um sacrifício demasiado doloroso para aqueles que aceitam o desafio que lhes é colocado.
Opinião:
Sete anos após a publicação original "Goor - A Crónica de Feaglar" está de volta numa edição de autor. Este romance épico da autoria de Pedro Ventura, do qual já li "O Regresso dos Deuses - Rebelião", narra a vida de Feaglar, rei de Dhorian.
Feaglar é um jovem rei que tenta governar com justiça sem olhar ao estrato social dos envolvidos e um reformista que tenta dar uma voz mais activa ao povo o que, por vezes, choca com as vontades dos grandes nobres. Um dia chega inesperadamente à sua corte, situada em Nimelian, a princesa Gar-Dena para o avisar de um grande perigo que está prestes a chegar aos Sete Reinos. A partir desse momento a sua vida irá mudar radicalmente.
Gar-Dena é uma misteriosa princesa Litíca que tem latente um poder imenso do qual nem ela conhece os limites. É filha da segunda mulher do rei dos Litícos, mas vive isolada da corte pois o seu meio-irmão, actual rei, nunca aceitou o segundo casamento do pai.
Neste livro existe uma óptima mescla de romance e luta, sendo o primeiro de dois volumes, o livro tem alguma atenção à descrição dos Sete Reinos e aos seus diversos povos. Os pontos fortes são a excelente construção das personagens e as descrições das várias cenas de luta.
Depois de finalizada a leitura deste primeiro volume confesso que estou desejoso de ter o segundo nas mãos.
Se estiver interessado em adquirir este excelente livro poderá o fazer aqui.
Avaliação: 8-10
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A Crónica de Feaglar I,
Escritores Portugueses,
Goor,
Opinião,
Pedro Ventura
10 de fevereiro de 2013
Opinião - Acácia - Outras Terras
A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas.
Ao chegar àquele distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua chegada provoca um tal tumulto que o Mundo Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão — algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e remodelar o mundo está prestes a começar…
Ao chegar àquele distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua chegada provoca um tal tumulto que o Mundo Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão — algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e remodelar o mundo está prestes a começar…
Opinião:
Acácia - Outras Terras é o terceiro volume da saga Acácia, a editora Saída de Emergência decidiu dividir todos os livros da trilogia original, da autoria do David Anthony Durham. Os acontecimentos deste livro ocorrem cerca de 10 após a queda de Hanish Mein.
Corinn que subiu ao trono do Mundo Conhecido após a derrota dos Mein, tem reinado com uma mão de ferro e secretamente estuda o livro mágico, A Canção de Elenet. Da sua relação com Hanish, nasceu um filho a que ela chamou de Aaden.
Dariel tem passado estes anos focado na reconstrução do Império, que ficou devastado com as guerras. Ele recebe uma convocatória urgente da Corinn para se apresentar em Acácia, onde é informado que irá partir para as Outras Terras, com Rialus Neptos, para negociar com os lothlan aklun um novo acordo comercial.
Após a destruição do exército dos Mein pela magia dos Santoth, o continente de Talay começou a ter inúmeros relatos de avistamentos de animais modificados pelos efeitos secundários da magia, alguns deles tomam proporções enormes e representam um risco para a população por isso a Mena juntamente com o seu marido Melio e um pequeno exército, tenta os erradicar.
O povo está descontente com a politica seguida da Rainha Corinn, que não cumpriu as promessas que o seu irmão Aliver tinha feito, como abolir a cota. E agora sem a Bruma, droga que os tornava submissos há cada vez mais incentivos a uma revolta popular.
A decisão da editora em dividir o livro, corta a acção e o enredo, tornando este livro algo introdutório e com a grande parte da acção a ocorrer na segunda parte. O que para mim é um erro crasso da editora porque torna os mesmos menos interessantes e causa uma despesa acrescentada aos leitores.
Aconselho aos leitores mais pacientes a esperar pela publicação do próximo e ler ambos de seguida
Avaliação: 7-10
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6 de fevereiro de 2013
Opinião - Wolf Hall
Inglaterra, década de 1520. Henrique VIII está no trono, mas não tem herdeiros. O cardeal Wolsey é o conselheiro do rei encarregue de obter o divórcio que o papa recusa conceder. Neste ambiente de desconfiança e necessidade aparece Thomas Cromwell, primeiro como secretário de Wolsey, e depois como seu sucessor. Cromwell é um homem muito original: filho de um ferreiro bruto, é um génio da política, um subornador, um galanteador, um arrivista, um homem com uma habilidade incrível para manipular pessoas e aproveitar ocasiões. Implacável na procura dos seus próprios interesses, Cromwell é tão ambicioso nos seus objectivos políticos como nos seus objectivos pessoais. O seu plano de reformas é implementado perante um parlamento que apenas zela pelos seus interesses e um rei que flutua entre paixões românticas e fúrias brutais.
De uma das melhores escritoras contemporâneas, Wolf Hall explora a intersecção de psicologia individual com objectivos políticos. Com uma grande variedade de personagens e uma rica sucessão de incidentes, recua na história para nos mostrar a Inglaterra dos Tudor como uma sociedade em formação, que se molda a si própria com grande paixão, sofrimento e coragem.
Opinião:
Wolf Hall é um romance histórico que retrata a corte inglesa durante o reinado de Henrique VIII. Henrique não tem herdeiros varões, apaixona-se pela jovem Ana Bolena que promete o filho que ele tanto anseia, e por isso tenta obter o divorcio da Rainha Catarina de Aragão, ele encarrega o cardeal Wolsey para obter o divórcio junto do Papa.
A personagem central desta história é Thomas Cromwell, um secretário ao serviço de Wolsey que tem uma enorme capacidade politica e senhor de uma ambição sem limites.
Henrique VIII foi um rei muito polémico devido aos seus numerosos e controversos casamentos, a sua disputa com Roma por causa da obtenção do divórcio e as suas crescentes diferenças teológicas com a doutrina papal que o levarão à criação da Igreja Anglicana da qual se assumiu como líder.
O enredo deste livro retrata a contenda que Henrique VIII teve para tentar obter a aprovação para o seu divórcio de Roma, a qual nunca foi obtida, por isso ordena ao seu ministro Cromwell para obter o seu divorcio no Parlamento.
O livro não me cativou devido a sua acção lenta e sem grandes pontos de interesse.
Avaliação: 6-10
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8 de janeiro de 2013
Opinião: De como um Rei perdeu a França
Com a morte de Filipe, Belo, o Rei de Ferro, a França surge na Europa. São os começos do século XIV e a elegante monarquia pode exibir orgulhosa a segurança das suas fronteiras, a força do seu exército, o vigor do seu comércio e um estrito controlo sobre as ambições dos distintos senhores feudais. Nada faz pressagiar a maldição que se abate sobre o reino e o facto de, embora pareça incrível, em apenas meio século o valioso legado dos Capetos se ir perder numa exibição calamitosa de soberania e mau governo.
A falta de descendência masculina dos três filhos do Rei de Ferro permite aos Valois ascender ao trono e, com eles, a mediocridade espalha-se pela corte. Numa década, Filipe VI, o Afortunado, mostra-se incapaz de cimentar o seu poder e deixa a França com graves falhas nas suas bases. Sucede-lhe o filho, João II, o Bom, um incapaz que não pode impedir a desagregação das suas províncias, a pilhagem e o saque das tropas estrangeiras, a diminuição do tesouro, a lassidão dos seus administradores e conselheiros, as antipatias entre os grandes vassalos e as conspirações dentro da sua própria família. Não é então de estranhar que João II acabasse o seu reinado liderando uma desastrosa marcha sobre Poitiers e perdendo a coroa ente as escassas, mas eficazes, tropas do soberano inglês Eduardo III. Era o princípio do fim…
Neste sétimo e último volume da série, o autor leva-nos aos corredores de palácio real, aos conluios que o rodeiam e se congeminam entre os seus próprios familiares. Indeciso, incapaz de avaliar a força dos Ingleses, é feito prisioneiro na batalha de Poitiers em 1356. Morrerá em Londres sucedendo-lhe Carlos V. Seguem-se anos de guerra, peste e morte, e as palavras de Jacques de Molay parecem de facto ecoar através dos tempos: «Malditos, todos malditos até à sétima geração!».
Opinião:
"De como um Rei perdeu a França" é o livro que encerra a saga "Os Reis Malditos" de Maurice Druon. O livro foi escrito onze anos após o anterior e há nele uma mudança na forma de escrita, sendo todo ele relatado pelo Cardeal Périgord a um sobrinho seu.
França está devastada devido à longa guerra contra a Inglaterra, e sofreu uma terrível derrota em Crécy contra um exército de metade do tamanho, mas que estava melhor organizado e treinado. Devido à desorganização governamental e aos elevados impostos a população passa um grave período de fome.
João II é um homem incapaz de reinar, e durante o seu reinado houve uma desagregação entre as províncias, eram atribuídos postos elevados a homens corruptos, e há inúmeros conflitos entre os nobres. Com a sua falta de perspicácia e arrogância vai cometer vários erros na batalha de Poitiers, onde a França sofreu outra derrota devastadora, e o Rei João II foi tomado prisioneiro.
| A Batalha de Poitiers |
A mudança na forma de narração da história torna a leitura do livro lenta e sem grandes pontos de interesse, o que torna no mesmo de longe o que menos gostei da saga.
"Os Reis Malditos" é sem dúvida uma magnifica obra da literatura clássica francesa e uma das melhores sagas de romance histórico que já li. Aconselho vivamente a sua leitura
Avaliação: 6-10
30 de dezembro de 2012
Opinião - A Flor-de-Lis e o Leão
A maldição dos Templários roubou a vida ao terceiro e último filho varão de Filipe, o Belo, a subir ao trono de França. Quando Carlos IV morre, sem deixar um príncipe herdeiro, extingue-se a dinastia dos Capetos, após três séculos a conduzir os destinos do país.
Perante o inquietante vazio no trono, o conde Roberto de Artois, com suma habilidade e rapidez, força o apoio dos seus pares e consegue a designação de Filipe de Valois como próximo rei de França. Do outro lado da Mancha, Isabel, irmã do falecido rei, reclama o trono para o seu filho, o rei Eduardo III de Inglaterra, verdadeiro herdeiro à Coroa Francesa.
Contudo, Filipe de Valois acaba mesmo por subir ao poder como Filipe VI, confiante de que a extinção da linhagem dos Capetos e a protecção do astuto Roberto de Artois poderão garantir a estabilidade do reino. Filipe IV, tão preocupado em parecer um monarca exemplar, mas tendo sido duvidosamente legitimado, não tardará a sofrer com as disputas dos vários nobres que o colocaram no trono.
Em Inglaterra, o jovem Eduardo III começa a apreciar os desafios do reino e, chegado o momento, não hesitará em fazer sentir o seu peso para lá das fronteiras, dando origem à malograda Guerra dos Cem Anos.
Em A Flor-de-Lis e o Leão, sexto volume de Os Reis Malditos, a ganância e a traição apelam, voraz e lentamente, ao conflito: seguir-se-ão cem anos de sangue e morte na Europa medieval.
Opinião:
"A Flor-de-Lis e o Leão" é o sexto volume da saga "Os Reis de Ferro". O livro relata o início da Guerra dos 100 anos que opôs a França à Inglaterra.
Depois da morte do Rei Carlos IV, que não tem nenhum herdeiro, a dinastia dos Capetos termina. Com o trono vazio Roberto de Artois começa a manipular os seus pares para que Filipe de Valois seja designado como o próximo rei, o que irá conseguir mas terá de enfrentar a oposição de Eduardo III de Inglaterra que se considera o legitimo rei.
A ânsia de Roberto de Artois de reconquistar o seu condado de Artois, leva-no a cometer inúmeras ilegalidades o que o que culminará no seu exílio. Depois de alguns anos de exílio ele refugia-se em Inglaterra onde é um dos principal instigador na retoma das pretensões do jovem Rei Eduardo III sobre a coroa francesa.
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| Campanhas militares durante o início da Guerra dos 100 anos |
A Guerra dos 100 Anos foi na maior parte do tempo uma luta jurídica pelo direito ao trono francês, mas que foi pontualmente marcada por violentas batalhas.
Classificação: 9-10
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