10 de fevereiro de 2013

Opinião - Acácia - Outras Terras


A luta apocalíptica contra os Mein terminou. Uma vitoriosa Corinn Akaran reina no Império Acaciano do Mundo Conhecido. Apoiada no seu conhecimento de artes mágicas do livro A Canção de Elenet, ela reina com mão de ferro. E reconstruir um império desgastado pela guerra não é fácil. Das misteriosas Outras Terras, chegam à corte notícias inquietantes, e Corinn envia o seu irmão, Dariel, como emissário pelos mares tempestuosos das Encostas Cinzentas. 

Ao chegar àquele distante continente, este antigo pirata é apanhado numa rede de velhas rivalidades, ressentimentos, intrigas e uma crescente deslealdade. A sua chegada provoca um tal tumulto que o Mundo Conhecido é de novo ameaçado pela possibilidade de invasão — algo que tornaria os anteriores perigos numa brincadeira de crianças. Sem aparentes obstáculos, um novo ciclo de acontecimentos que irá arruinar e remodelar o mundo está prestes a começar…

Opinião:

Acácia - Outras Terras é o terceiro volume da saga Acácia, a editora Saída de Emergência decidiu dividir todos os livros da trilogia original, da autoria do David Anthony Durham. Os acontecimentos deste livro ocorrem cerca de 10 após a queda de Hanish Mein. 

Corinn que subiu ao trono do Mundo Conhecido após a derrota dos Mein, tem reinado com uma mão de ferro e secretamente estuda o livro mágico, A Canção de Elenet. Da sua relação com Hanish, nasceu um filho a que ela chamou de Aaden.

Dariel tem passado estes anos focado na reconstrução do Império, que ficou devastado com as guerras. Ele recebe uma convocatória urgente da Corinn para se apresentar em Acácia, onde é informado que irá partir para as Outras Terras, com Rialus Neptos, para negociar com os lothlan aklun um novo acordo comercial.

Após a destruição do exército dos Mein pela magia dos Santoth, o continente de Talay começou a ter inúmeros relatos de avistamentos de animais modificados pelos efeitos secundários da magia, alguns deles tomam proporções enormes e representam um risco para a população por isso a Mena juntamente com o seu marido Melio e um pequeno exército, tenta os erradicar.

O povo está descontente com a politica seguida da Rainha Corinn, que não cumpriu as promessas que o seu irmão Aliver tinha feito, como abolir a cota. E agora sem a Bruma, droga que os tornava submissos há cada vez mais incentivos a uma revolta popular.  

A decisão da editora em dividir o livro, corta a acção e o enredo, tornando este livro algo introdutório e com a grande parte da acção a ocorrer na segunda parte. O que para mim é um erro crasso da editora porque torna os mesmos menos interessantes  e causa uma despesa acrescentada aos leitores. 

Aconselho aos leitores mais pacientes a esperar pela publicação do próximo e ler ambos de seguida

Avaliação: 7-10
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