11 de junho de 2012

Opinião - As Filhas do Rei


Bem para norte da escaldante terra desértica de Telfar jaz o gélido reino de Sorvinka. O Príncipe Amir viaja para lá, com o objectivo de pedir ao rei a mão da bela Princesa Eva em casamento. Mas Sorvinka tornou-se perigosa durante a ausência da Princesa Eva e, à sua chegada, o acolhimento na fortaleza da família real é tão amargamente frio como a própria terra. Acostumado à prisão dourada em que foi criado, o Príncipe Amir tem de lidar com os estranhos e cruéis costumes dos Sorvinkianos. Tem de enfrentar as agruras da vida no castelo e a brutal hierarquia da nobreza sorvinkiana. Para sobreviver tem de descobrir a verdade por trás do rapto da filha mais nova do rei, a Princesa Aurora. Os desafios sucedem-se, a par dos mais macabros acontecimentos, e a magia paira no ar... Mas o que pode fazer um estranho em terra estrangeira?


Opinião: 


"As Filhas do Rei" é a continuação do livro "O Príncipe da Prisão Dourada". A autora Nathalie Mallet já escreveu o terceiro volume desta saga, chama-se "Death in the Traveling City", mas o mesmo ainda não foi publicado em Portugal.

Amir viaja para norte para o gélido reino de Sorvinka na companhia da Princesa Eva, para pedir ao pai dela, Rei Erik, permissão para se casarem. 

Ao longo da viagem a comitiva é várias vezes atacada por salteadores e muitos dos guardas eunucos dão a sua vida para proteger os príncipes.

Milo, é o único guarda que consegue sobreviver, mas à entrada do Castelo faz-se passar por criado pessoal do príncipe para ser permitida a sua entrada, porque é lhes anunciando pelos guardas do castelo que os reinos de Sorvinka e Telfar estão em guerra.

Depois de se permitida a sua entrada no palácio são informados que Princesa Aurora, uma das irmãs mais novas de Eva, foi raptada e que têm havido várias mortes violentas no castelo. 

Amir na sua apresentação formal ao rei Erik comete vários erros nas suas prendas, por desconhecimento das tradições de Sorvinka, e o Rei fica com uma péssima imagem dele.

Neste volume continua a haver uma mistura entre romance-histórico e fantasia. Enquanto que no volume anterior Telfar era baseado no Império Otomano neste volume o Reino de Sorvinka é baseado na Rússia Czarista . 

A magia é muito mais explorada neste volume do que no anterior. A capacidade de Amir em conseguir sentir a mesma é maior, mas ele continua a não querer a aceitar esse poder.

A acção neste livro é mais elevada do que o volume anterior, mas o enredo é mais fácil de se prever. 

Espero que o terceiro volume possa vir a ser publicado em Portugal, para continuar a seguir as aventuras do Amir. 


Avaliação: 7-10  

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