1 de junho de 2012

Opinião - O Rei de Ferro




Uma saga histórica inesquecível! Ao morrer na fogueira, o Grão-Mestre dos Templários lançou uma terrível maldição a Filipe, o Belo, o Rei de Ferro. Sereis malditos até à 13ª geração da vossa linhagem: E a maldição cumpriu-se!
Jacques de Molay passara os últimos sete anos nos cárceres da Inquisição. Aquele homem, outrora poderoso grão-mestre da Sagrada Ordem dos Cavaleiros Templários, tinha suportado a tortura e a humilhação de ser acusado de heresia. Ele, que brandira a espada no fragor das cruzadas e pusera a vida ao serviço da fé católica, estava agora, naquele dia 18 de Março de 1314, prestes a morrer na fogueira perante uma multidão ansiosa por assistir ao sinistro espectáculo.
Mas o fogo que lhe consumia o corpo não conseguira vergar-lhe o espírito e, recorrendo às suas últimas forças, lançou uma última maldição: «Malditos, malditos! Sereis malditos até à 13ª geração!». Nenhum dos presentes duvidou que a maldição se dirigia expressamente a Filipe, o Belo, o rei de lendária beleza, senhor absoluto da França. E a maldição cumpriu-se.
Durante mais de meio século, os reis sucederam-se no trono de França, mas sempre por pouco tempo. Desde intrigas palacianas a mortes súbitas e inexplicáveis, batalhas entre dinastias e guerras desastrosas, tudo parecia fatalmente regido pelo trágico destino dos reis malditos.


Opinião:

O Rei de Ferro é o primeiro volume da saga "Os Reis Malditos" da autoria de Maurice Druon. É uma saga é composta por sete volumes que retrata a vida da familía real francesa na Idade Média.

Filipe IV, que é conhecido como o Belo, é o Rei de França, que ao longo do seu reinado impos várias medidas que visaram reforçar o seu poder em relação aos nobres e a Igreja, chegando inclusivamente a depor um Papa. Através da força ou de casamentos por conveniencia dos seus filhos, conseguiu alargar o reino.

Outros membros da família real que estão em destaque na história são Roberto de Artois, sobrinho do rei Filipe IV e que luta para retomar o controlo das suas terras, e a Rainha Isabel de Inglaterra, filha do rei que têm um casamento infeliz como o Rei Eduardo II. Os dois descobrem um terrivel segredo que poe em causa a honra da família real.

Um dos factos mais positivos do livro foi a construção das personagens, apesar de ser um livro relativamente pequeno estão extremamente bem descritas. Gostei também da descrição do ambiente da época.

As poucas cenas de luta estão descritas de forma pouco extensiva e sem grande violência. As cenas de tortura, que eram pratica habitual nos interrogatórios da época, também estão descritas de forma bastante suave.

Com uma escrita simples e fluída o autor retrata a corte francesa do século XIV, com todas as sua intrigas e lutas pelo poder.

Um dos factos menos bom é que este livro já não se encontra a venda devido a falência da editora que o publicou.

Eu gostei muito deste livro e espero ter a oportunidade de ler os restantes livros da saga. O Romance histórico é cada vez mais um genéro literário que eu aprecio.

Avaliação: 8-10
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