15 de maio de 2012

Opinião - O Exército Perdido


Xenofonte não foi apenas o biógrafo de Sócrates, foi também o comandante militar da famosa Retirada dos Dez Mil. Esta é a sua história - e a história de uma mulher que, por amor, tudo abandonou...

A vitória não é o único caminho para a glória. Ano 401 a.C.Trinta anos de guerra entre Esparta e Atenas levaram a Grécia ao limite das suas forças. Nesse momento de profunda crise, Ciro, irmão do imperador persa Artaxerxes, decide reunir um enorme exército de mercenários gregos, que passará à História como o "Exército dos Dez Mil". Ainda que tenha anunciado que o seu propósito era combater tribos rebeldes, o verdadeiro objectivo desta marcha de três mil quilómetros continua a ser um dos grandes enigmas da Antiguidade. Depois da morte de Ciro numa batalha, os mercenários ficaram abandonados à sua sorte num território que lhes era hostil. Pouco depois, os chefes gregos seriam aniquilados numa emboscada. Xenofonte, um culto guerreiro ateniense, toma o comando da fracassada expedição e empreende o regresso à pátria. A seu lado, sempre, uma figura de mulher: Abira, a jovem que tudo abandonou para o seguir.

O Exército Perdido narra a épica aventura dos Dez Mil e, simultaneamente, a história de um amor incondicional que nunca vacilou diante das maiores adversidades.



Opinião:

O Exército Perdido é um livro que relata a épica marcha de 3000 quilómetros dos Dez Mil. O livro é baseado na famosa obra literária grega Anábase, escrita pelo Xenofonte. 

Os Dez Mil é um nome dado ao exército grego recrutado pelo príncipe persa Ciro, com a pretensão de combater tribos rebeldes, mas na realidade o príncipe tem uma pretensão completamente diferente para o exército.



Xenofonte é um jovem guerreiro ateniense que é o responsável pela escrita do diário da expedição, e com o decorrer da mesma sobe de estatuto.


Abira é uma jovem que  Xenofonte conhece quando passa por um pequeno conjunto de aldeias. Ela junta-se a expedição e torna-se na sua amante. A Abira é a narradora desta história.


A rota dos Dez Mil




Eu gostei muito de ler este livro, que eu considero o melhor dos três que li do autor. O ponto forte deste livro é a constante acção e apesar do facto de já saber o final da aventura, houve partes em que estava ansioso por saber se as minhas personagens favoritas iriam morrer ou sobreviver a terrível provação que teriam de enfrentar.


Esta épica aventura foi uns dos maiores feitos que um exército medieval conseguiu realizar em território inimigo e inspirou Alexandre, o Grande a conquistar a Pérsia. 


Este é um livro que eu recomendo há todos os amantes do romance histórico ou simplesmente aos amantes de um bom livro.




Avaliação: 9-10
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