28 de março de 2011

Opinião - "Carbono Alterado"



Denso e movimentado, Carbono Alterado é uma mistura intrigante da imaginação de William Gibson, da violência do cinema japonês, da envolvência do Roman Noir e do charme de Blade Runner.


No século XXV é difícil morrer para sempre. Os humanos têm um stack cortical implantado nos corpos onde a consciência é armazenada, podendo ser feito um download para um novo corpo se necessário. E enquanto o Vaticano tenta banir essa actividade para os católicos, o secular multimilionário Laurens Bancroft contrata Takeshi Kovacs para descobrir quem assassinou o seu último corpo. A polícia diz que foi suicídio, mas Bancroft sabe que nunca se mataria.
A consciência de Kovacs, cujo último corpo acabara de ter uma morte violenta a muitos anos de luz da Terra, é inserida no corpo de um polícia para investigar este estranho caso. E, para o resolver, Kovacs terá, entre outras coisas, de destruir alguns inimigos do passado e lidar com a atracção que sente por Kristin Ortega, a mulher que amava o corpo onde ele agora se encontra.
Num mundo onde a tecnologia já oferece o que a religião apenas promete, onde os interrogatórios em realidade virtual significam que se pode ser torturado até à morte e depois recomeçar de novo, e onde existe um mercado negro de corpos, Kovacs acaba de descobrir que a última bala que lhe desfez o peito é apenas o começo dos seus problemas…

Opinião:

Este livro levamos para o séc XXV, onde os homens tem a sua consciência armazenada num stack cortical e quando é necessário podem fazer o download para um corpo novo.

Assim conhecemos o Takeshi Kovacs, um enviado (tipo de Força Especial) do Mundo de Harlan que é enviado para a Terra, depois de uma violenta morte, para investigar o alegado suicídio de um poderoso magnata chamado de Laurens Bancroft.


Ao chegar a Terra é posto num corpo de um policia condenado por vários crimes e tem de aguentar o controlo da Kristin Ortega, uma polícia que era a namorada do dono original do corpo. 


Numa história de ficção cientifica o autor consegue inventar uns conceitos inovadores como o facto de toda a consciência ser armazenada numa "pilha". Também há questões religiosas presentes na história, com a minoria católica se recusar a re-imangada (mudança de corpo)  e a luta dos mesmos com a Resolução 365.


Takeshi Kovacs é uma personagem com um sentido de humor negro, muito perspicaz, e um homem algo violento e que ainda sofre pela morte da Sarah.  

O enredo está bem construído, com algumas reviravoltas bem surpreendentes. Mas com algumas partes do livro serem demasiado paradas. Com descrições bastantes gráficas de combates e de sexo. É um excelente livro para todos os amantes da Ficção Cientifica. 


Pontos fortes: A originalidade do enredo. A personagem Takeshi Kovacs e o seu humor negro.


Pontos fracos: Algumas partes são bastante paradas. Demasiados conceitos pouco explicados. 


Nota: 6,5-10



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