16 de dezembro de 2012

Opinião - A Rainha Estrangulada


"O rei morreu! Viva o rei!"
Estava-se no Inverno de 1314 e rapidamente a notícia chega até aos cantos mais recônditos de França para criar um período de expectativas inquietantes. Por incrível que pudesse parecer, Filipe, o Belo, o Rei de Ferro, estava morto. Quase três décadas de governo firme e eficaz chegavam abruptamente ao fim, sem que ninguém se atrevesse a apostar que Luís de Navarra, o herdeiro, fosse capaz de estar à altura da tarefa que o destino lhe havia atribuído. De temperamento instável e fraca inteligência Luís X, o Teimoso, haveria de enfrentar uma época marcada pelas suas próprias fraquezas e pelas lutas turbulentas de poder geradas pelo vazio de autoridade deixado pelo seu pai.
Na corte, tanto o conde Carlos de Valois, irmão do rei morto, como Enguerrand de Marigny, primeiro-ministro e conselheiro real lançaram-se numa disputa para controlar os desígnios de França, com evidente menosprezo pela soberania assumida pelo débil monarca. Neste jogo de intrigas e traições, Luís, o Teimoso, deverá também resolver a sua relação com Margarida de Borgonha: a mulher que permanece presa num calabouço sujo acusada de adultério e que na qualidade de rainha legítima ameaça transformar-se num grave perigo para os seus interesses políticos.

Opinião:

"A Rainha Estrangulada" é o segundo volume da saga "Os Reis Malditos" de Maurice Druon. O livro retrata as atribulações da família real francesa depois da morte do rei Filipe IV.

Filipe IV ao longo do seu reinado de 29 anos, dominou a França com uma mão de ferro e tomou algumas decisões polémicas como a sua disputa com o Papa Bonifácio VIII e a sua decisão de dissolver a Ordem do Templo. O seu filho Luís sucedeu-lhe como rei, mas ninguém acredita que ele conseguirá ser um bom reinante. 

Na corte existe uma luta entre o conde Carlos de Valois e o ministro Enguerrand de Marigny pelo controlo efectivo da França. A sua luta é um dos principais pontos de interesse do livro.

Luis X é um homem muito inseguro e com poucas capacidades para assumir o trono. Um dos seus principais objectivos é anular o casamento por causa da infidelidade da sua mulher, Margarida de Borgonha, que se encontra encarcerada. 


O autor retrata os acontecimentos da época de forma fiel e consegue dar profundidade às personagens, apesar de ser um livro pequeno. Esta saga de romance histórico é uma das melhores que já li. 

Avaliação: 8-10
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