7 de novembro de 2013

Opinião - A Guerra Diurna


Na noite da Lua Nova, os demónios erguem-se em força, procurando as mortes dos dois homens com potencial para se tornarem o lendário Libertador, o homem que, segundo a profecia, reunirá o que resta da humanidade num esforço derradeiro para destruir os nuclitas de uma vez por todas. Arlen Fardos foi outrora um homem comum, mas tornou-se algo mais: o Homem Pintado, tatuado com guardas místicas tão poderosas que o colocam à altura de qualquer demónio. Arlen nega constantemente ser o Libertador, mas, quanto mais se esforça por se integrar com a gente comum, mais fervorosa se torna a crença destes. Muitos aceitariam segui-lo, mas o caminho de Arlen ameaça conduzir a um local sombrio a que apenas ele poderá deslocar-se e de onde poderá ser impossível regressar. A única esperança de manter Arlen no mundo dos homens ou de o acompanhar reside em Renna Curtidor, uma jovem corajosa que arrisca perderse no poder da magia demoníaca. Ahmann Jardir transformou as tribos guerreiras do deserto de Krasia num exército destruidor de demónios e proclamou-se Shar’Dama Ka, o Libertador. Tem na sua posse armas ancestrais, uma lança e uma coroa, que consubstanciam a sua pretensão e vastas extensões das terras verdes se curvam já ao seu poderio. Mas Jardir não subiu ao poder sozinho. A sua ascensão foi programada pela sua Primeira Esposa, Inevera, uma sacerdotisa ardilosa e poderosa cuja formidável magia de ossos de demónio lhe permite vislumbrar o futuro. Os motivos de Inevera e o seu passado encontram-se envoltos em mistério e nem Jardir confia nela por completo.

Opinião:

A Guerra Diurna é o terceiro livro da saga Ciclo dos Demónios da autoria de Peter V. Brett. Depois de alguns anos de espera retoma uma magnifica saga de fantasia, e que com este volume elevou-se a um patamar muito elevado.

Arlen Fardos, também conhecido por Homem Pintado, continua na sua missão de unir as pessoas na difícil luta contra os demónios e de espalhar as guardas perdidas. Com a influência da prometida Renna ele começa a prestar mais atenção as suas relações e afastar-se do rumo auto destrutivo que levava. 

Neste livro conhecemos o passado da misteriosa Inevera, Jiwah Ka (primeira esposa) de Ahmann Jardir. E através do seu passado ficamos a saber certos acontecimentos dos anteriores volumes e a verdadeira influência dela na ascenção de Jardir.


Depois de ter conseguido unir os krasianos num sólido exército e ter conquistado Forte Rizzon, Ahmann Jardir enfreta um impasse na sua Sharak Sun (guerra diurna) por causa do Inverno e decide passar o Inverno na cidade conquistada e que rebaptizou de Fortuna de Everam. Ele irá ter ter um caso amoroso que irá desesperar a sua mulher Inevera. 

A Guerra Diurna foi sem dúvida um dos melhores livros que li este ano devido a complexidade do enredo, ter várias personagens magnificamente construídas e muito realistas e demonstra como diferentes pessoas lutam contra os seus maiores receios.

Avaliação: 10-10

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