20 de março de 2012

Opinião - Os Túmulos de Atuan


O Ciclo de Terramar, tantas vezes comparada a clássicos como O Senhor dos Anéis de J.R.R. Tolkien, traz à fantasia e à ficção científica uma nova sensibilidade e um número de admiráveis, impressionantes e simpáticas personagens. É uma tetralogia magnífica; uma saga admirável que despoleta com O Feiticeiro e a Sombra – livro premiado com o ´Boston Globe Horn Book Award of Excellence´ de 1969 – e continua com a publicação de Os Túmulos de Atuan. O universo destas narrativas envolve-nos, desde o princípio, numa atmosfera mágica e deveras inquietante. Este segundo volume é uma obra onde impera o suspense, os encontros místicos, os horrores inomináveis, mas também o sentido de humor. É neste cenário que os destinos dos heróis, Tenar e Gued, irão entrecuzar-se. Tenar, a grande sacerdotisa, é uma criança que foi despojada da própria identidade e afastada da família para se dedicar às entidades do além: Aqueles-Que-Não-Têm-Nome, as forças misteriosas dos túmulos de Atuan. Gued, o jovem feiticeiro, é o bravo herói que arrisca a vida no labirinto proibido em busca do grande tesouro, o famoso Anel de Erreth-Akbe. Ao mesmo tempo, é também sua missão libertar Tenar daquele local tenebroso. Esta tetralogia é considerada uma das maiores criações da literatura fantástica, quer pela beleza formal quer pela sensibilidade e sabedoria emanadas pelas personagens. O Ciclo de Terramar é, sem dúvida, uma das obras mais marcantes do percurso literário de Ursula K. Le Guin.  

Opinião: 

"Os Túmulos de Atuan" é o segundo livro da clássica tetralogia de fantasia "Terramar" da autoria da Ursula le Guin.

Neste livro conhecemos a Tenar, uma jovem que foi escolhida como grande sacerdotisa e que foi obrigada a esquecer a sua vida anterior. Gued está numa perigosa demanda na procura do Anel de Erreth-Akbe   

O enredo deste volume  tem pouca acção e foca-se mais na Tenar e da sua vida de reclusão como grande sacerdotisa dos Aqueles-que-não-têm-Nome. 

A Tenar foi escolhida por ter nascido no dia em que a anterior sacerdotisa faleceu, e é crença que ela reencarna sempre no dia em que morre. Com apenas 5 anos ela é retirada aos seus pais e é obrigada a esquecer os pais e o seu nome e assume o nome de Arha, que significa a Devorada. 

Gued assume um papel mais secundário mas no seu caminho para roubar metade do anel de Erreth-Akbe cruza-se com a Tenar, que é a Sacerdotisa responsável pela segurança do tesouro dos Túmulos de Atuan. 

Eu gostei mais de ler o primeiro volume da saga que tem mais acção e é mais complexo e o seu enredo mais impressível. Mas apesar disso eu acho que o livro tem qualidade e que a introdução da Tenar poderá ser muito importante no futuro da saga.

Avaliação: 7-10 
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